Página 13. Boa notícia a eleição da Adriele?
Patrick. Ótima notícia. Será extremamente importante para o PT gaúcho ter uma secretária de juventude que esteja disposta a encampar bandeiras como o Encontro Extraordinário, a luta contra as políticas de ajuste fiscal recessivo do governo federal e o enfretamento ao desastroso governo Sartori.
A juventude trabalhadora do Rio Grande do Sul que trava uma grande batalha contra os projetos de desmonte e precarização da UERGS, de ataque aos direitos a meia passagem e ao corte orçamentário que parcela salários, precisará de uma organização da juventude petista com condições de organizar a luta.
A eleição da Adriele representa este projeto que deseja encarar de frente estas questões. Neste novo ciclo de organização da juventude petista, a JPT-RS certamente será uma das protagonistas e tem todas as condições de arrastar o conjunto do partido para travar os grandes combates que se apresentam.
E a eleição do Pedro?
A JPT do Rio Grande do Norte foi sem dúvida alguma uma das secretarias mais atuantes do último período. Mesmo com a direção nacional sancionando reeleições tácitas e desmontando a juventude petista na maior parte do país, nas terras potiguares a militância deu exemplo de organização.
A eleição de Pedro Feitosa representa justamente esta linha de combate. Cabe destacar que em vários momentos de vacilo da direção partidária foi a JPT no Rio Grande do Norte quem mobilizou e articulou as lutas na defesa da democracia, contra o golpismo e no enfrentamento a direita.
Com a política sempre no comando, a JPT-RN vem conseguindo dar respostas firmes a crise política e organizativa do partido. Seu trabalho de nucleação, formação política e de comunicação certamente irão contribuir para a organização da juventude trabalhadora do estado e influenciará também a juventude petista em todo o país.
O resultado nos dois Rio Grande vai se repetir no congresso nacional?
Precisa se repetir e faremos todo o possível para que isso aconteça. A reeleição do atual projeto é um desastre para JPT. Ela expressa exatamente aquilo que estamos combatendo em cada um dos congressos municipais e estaduais, que é o rebaixamento político e ideológico, a inercia, a submissão aos parlamentares e as figuras do governo e o abandono da construção partidária.
As vitórias da esquerda petista nos dois estados são reveladoras. Demonstram o quanto a construção de uma JPT de massas, com presença real na juventude trabalhadora e com coragem para desafiar os burocratas de plantão é aquilo que os jovens petistas precisam e estão buscando.
Então, apesar das manobras, a oposição pode vencer o congresso da JPT?
As condições existem, mas será uma grande disputa. Podemos afirmar com alguma certeza que no “Congresso real”, a esquerda petista provavelmente sairia vitoriosa. Todavia, no “Congresso que ocorrerá” a vitória afasta-se alguns passos.
Isso ocorre por uma série de fatores, mas os mais determinantes são as condições de disputa. Primeiro, a atual maioria não vê problemas em ignorar o regimento, acatar processos nitidamente viciados e utilizar-se da burocracia para manobrar as decisões e sempre obter resultados a seu favor por mais imorais que estes sejam.
Por outro, o atual secretário reeleito tacitamente sem congresso e agora novamente candidato a reeleição, está na disputa enquanto secretário. Ou seja, utiliza-se de todas as condições favoráveis que este lugar proporciona, enquanto as demais candidaturas sequer condições de acompanhar os congressos estaduais possuem.
Ainda assim, o cenário desenhado é de uma disputa para que tenhamos um congresso mais próximo do real possível. E como dito, no congresso real, também se tornam reais as chances de vitória da esquerda.
Se isto acontecer, se a oposição vencer, qual será a atitude da JPT frente a conjuntura nacional?
Primeiro será preciso avançar na disputa do PT. Entendemos que não haverá mudança real enquanto o partido não mudar sua estratégia. Para isso, a JPT precisará ir para o enfrentamento. Mobilizar os setores da juventude trabalhadora organizados no petismo e somar-se a convocatória imediata do Encontro Extraordinário do PT.
Junto a este movimento, deverá coordenar junto as demais juventudes organizadas que constroem a Frente Brasil Popular um sistemático conjunto de atividades e mobilizações contra o golpismo e pela imediata mudança na política econômica do Governo Federal, de forma que nos livremos do Levy e não tenhamos o Meireles.
Além disso a JPT precisará estar preparada para ir até as últimas consequências na luta contra as ações de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados. Isso significa que, diferente da maioria da direção do partido, do governo e da bancada federal, a JPT deverá ser a voz da juventude trabalhadora pelo Fora Cunha e na defesa dos direitos das mulheres, LGBTs, indígenas, negras e negros.
Quer dizer então que os bonecos vão vazar?
Mais rápido que os do “Lulazord”, no que depender de nós.
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