8.12.09

Tristes coincidências...

"... Nas cidades prospera uma atoleimada classe média com altos salários, que se entope de objetos inúteis, vive aturdida pela publicidade e professa a imbecilidade e o mau-gosto de forma gritante."

GALEANO, Eduardo. As véias abertas da América Latina. Ed. Paz e Terra, São Paulo, 49ª edição, p. 221.

A citação se refere a Venezuela, no fim da década de 60...

24.11.09

DEMOcracia... 3ª Parte

A moral da revolução.

Se realmente deseja-se inverter a lógica do sistema atingindo a sua base, e desconstruir a idéia de democracia, que não passa de uma enganação, tomar o poder de decisão das elites é fundamental.
E é preciso força para tomar o poder da elite. Ela não vai abdicar dele muito facilmente.
A mídia e as grandes coorporações que hoje são os responsáveis por tomar as grandes decisões fora da esfera política, e até mesmo dentro desta, sempre irão querer manter este poder.
Quem concorda que agir com força e imposição sobre esses indivíduos é uma atitude imoral?
Tirar o seu poder, é retirar o seu controle sobre as instituições e tranferí-lo ao Estado.

Por tudo isso é tão importante uma outra concepção de democracia, que não seja a democracia burguesa. Para que possamos compreender essa inversão da lógica do sistema, como uma vitória e um avanço. Não se deixando macular com a perspectiva de imoralidade que pode se projetar sobre essa política de mudança.

Lembrando... o que está sendo feito, é uma análise de uma das bases do sistema capitalista: o Modelo de Democracia. Não vamos entrar, ainda, no mérito de questões como a situação atual do Estado brasileiro.

(Continua...)

17.11.09

DEMOcracia... 2ª Parte

Gostaria de escrever esta segunda parte pontuando algumas coisas que parecem não terem ficado muito claras.

Primeiro: O questionamento básico é se é possível mudar a sociedade agindo democraticamente.
Segundo: Agir democraticamente no Estado burguês, significa utilizar seus próprios mecanismos.
Terceiro: No Estado burguês, nenhum valor moral se sobrepõe ao "valor" econômico. Sua democracia, não está erguida sobre nenhum ideário ético, mas sim uma base econômica.

A DEMOcracia burguesa não oferece espaço para todos, de tal forma, ela é uma mentira. Hora, então não dá para se utilizar dela na construção de uma alternativa para o Capitalismo.
E principalmente, não há espaço para outro pensamento hegemônico de democracia dentro do sistema capitalista.
Quando questiono a possibilidade de mudar a sociedade pela via democrática, afirmo que nenhum governo que tenha compromisso com o povo, conseguirá, sem o uso da força e imposição sobre as elites, inverter a lógica do sistema.
No que cosiste o uso da força e da imposição sobre as elites? Na retirada do seu poder de decisão sobre toda a sociedade e a partir daí, redefinir a idéia de democracia, para que estabeleça uma outra base econômica.

E eu acredito que chegamos aqui a um ponto importante:
A reflexão sobre a condição moral dessa imposição...


(Continua)

16.11.09

DEMOcracia

video

José Saramago - Prêmio Nobel em Literatura

15.11.09

DEMOcracia... 1ª Parte

Como mudar a sociedade agindo democraticamente?

Pensar a democracia dentro do estado burguês, deve nos levar a uma conclusão simples:
Ela existe única e exclusivamente para os ricos.
Por tanto, qualquer proposta que vise realmente mudar essa sociedade, será vista como anti-democrática.
Antes de se dizer que "é preciso ter a possibilidade de escolher", é necessário se questionar sobre QUEM É que está tendo a possibilidade de escolher.
A democracia no estado burguês é uma falácia, uma mentira. Uma das maiores enganações que o capitalismo foi capaz de reproduzir na sociedade.
Então como pensar uma mudança dessa sociedade pela via democrática?
Redefinindo a idéia de democracia?
Mas como disceminar essa nova idéia? Se nesse momento a sociedade capitalista está dentro de uma estrutura que determina o seu pensamento, e orienta este, no sentido de mantê-la e reproduzi-la.
Tenho pensado nisso porque a ilusão da democracia é uma das bases do sistema. Logo, para desconstruí-lo é preciso pensar uma maneira de inverter a sua lógica atual. A lógica dessa falsa democracia, que mesmo dando tantos exemplos do que é, um instrumento da classe dominante, parece ser aceita com afinco por toda a sociedade.
Por tanto, dá para mudar essa sociedade usando a sua atual perspectiva e seus próprios instrumentos "democráticos"?

CONTINUA... (eu espero)

13.11.09

Brazil é capa da Economist. Por causa da classe media ascendente. Deixa o PiG (*) chorar !

A Economist diz que o Brasil decola. E o PiG (*), o que diz?

A Economist é a principal revista de economia do mundo.

O Brasil está na capa.
O titulo é: o Brasil decola !

O PiG (*) vai se estrebuchar.

O PiG sofre de um apagão irremediável !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Do Blog do Paulo Henrique Amorim:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=22286

12.11.09

Debate

DIREITO POSITIVO X DIREITO ALTERNATIVO
Proposições e Esclarecimentos

Hoje a noite, às 19:00 no auditório da Capela, O Diretório Acadêmico vai estar realizando este debate com os professores:
Romel Robato
Iran Furtado
Luis Eugênio
Leonardo Galdenzi
Estamos negociando com a coordenação, a emissão de um certificado de 4 horas para os participantes.
Contamos com a presença de todos.
Até logo mais...

7.11.09

É a nossa vida...

Talvez ninguém jamais ouça falar deles.
Talvez ninguém jamais se quer descubra que eles existiram.

Estou falando de dona Conceição e seu José Quirino. Moradores de ocupação dos Sem Teto em Salvador.
Dona Conceição, 82 anos, mulher, guerreira. Mora sozinha em um barraco de madeira erguido por ela e auxiliada por amigos. Essa é a segunda ocupação em que vive, depois de não ser aceita na casa da filha "cristã", que sempre discutia com ela. Sustenta outros quatro filhos com o dinheiro da aposentadoria e o que consegue ganhar na venda de algumas roupas. Além de educar a neta de cinco anos que sempre vai visitá-la na ocupação, convive com a doença de chagas, artrite e uma constante dor nas costas.
Me respondeu todas as perguntas com uma felicidade e uma esperança contagiante.
Seu José Quirino, 56 anos, repentista, cearense. Dono de uma seriedade inconfundível, mas também de um carisma sem igual. De grandes propriedades, casas e casamentos, o que de mais valioso lhe restou foi sua viola. Uma sequencia de fatalidades do que podemos chamar de destino, lhe conduziu a vida solitária em um barraco na ocupação. Luta hoje para conseguir viver dia após dia, pois somente ele resta a sí mesmo.
Conta tudo de sua vida, daquele jeito que os antigos nos contam suas histórias.
Dona Conceição e seu José Quirino. Uma gente coragosa, que luta, que acredita, que tenta por mais difícil que seja, serem felizes.
Perfeitos exemplo para um guri como eu, que as vezes se esquece do que está a sua volta.
E eles....
Talvez ninguém jamais ouça falar deles.
Talvez ninguém jamais se quer descubra que eles existiram.

Mas já deixaram sua marca.
Foi um prazer conhecer vocês.
Abraço

5.11.09

O país está perdido

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido.

Eça de Queirós
Lisboa, 1871

Esse texto se refere à Portugal...

4.11.09

XI CONEUPE

Parabéns aos companheiros do DCE-UPE, pelo grande Congresso dos Estudantes da Universidade de Pernambuco.
A UPE hoje é uma referências das lutas estudantis de todo o país. Pautando sempre sua autonomia e sua gratuidade como bandeiras prioritarias, o Movimento Estudantil da Universidade consegue ser protagonista no Estado de Pernambuco como instrumento de luta dos estudantes.
Debater temas como o Pré-Sal, os Movimento Sociais e a Conjuntura Política, são exemplos da disposição dos companheiros de debater tudo aquilo que for necessário. São em espaços como este, que podemos observar o grande potêncial de nossas entidades estudantis.
O Congresso foi uma vitória para todos/as aqueles/as estudantes que acreditam no potêncial da UPE, e além, que a Universidade é um espaço acima de tudo, de produção de conhecimento e formação social.
Abraço aos companheiros/as que estiveram na luta fazendo o congresso acontecer.

Saudações Socialistas.

27.10.09

Parabéns Presidente

Aniversário do Presidente Lula...
tudo de bom para nós presidente.
Ficou bonito no filme viu! rsrs

Abraço.

24.10.09

É como diz Luis Eugênio...

De passagem no Blog do Prof. Luis Eugênio, não pude deixar de ressalvar seu comentário:

"TV ABERTA.

Uma passada rápida na TV, sábado pela manhã. Encontro Alexandre Pires fazendo de conta que canta num canal, Fantasmão em outro (sem comentários), um abestalhado chamado Silas Malafaia berrando feito um louco, Xuxa com sinais evidentes de demência precoce...Desisto. A humanidade anda realmente muito mal frequentada... "

http://luizeugeniovieira.blogspot.com/2009/10/tv-aberta.html

É professor, nossa humanidade ta muito, muito mau frequentada mesmo.
Gente como o Silas Mafafaia, R.R Soares e tantos outros sacanas, vendendo latas e litros de uma paz teleguiada, pra um povo que infelizmente se ilude com todo e qualquer resquício de esperança que alguém lhes dê.
É pra rir ou pra chorar?
Uma Mídia sacana e escrota, cheia de gente metida a besta, fazendo mais gente de besta.
Bandidos, metidos e mentirosos... não dá pra aguentar
E tudo isso, ao ritmo musical da desgraça... onde quem vende CD e ganha o dinheiro daqueles que não têm, é traficante convertido ao evangelho louvando ao senhor em ritmo de pagode.

Alguém nos salve!!
E como diz Luis Eugênio: SE LENHEM!

Saudações rubro-negras

BARRELA no Pelô


"Barrela é o primeiro texto do conceituado dramaturgo brasileiro Plínio Marcos. A montagem da Cia de Teatro Gente leva o público a entrar e sair como numa visita a um presídio.

Meia hora antes do espetáculo, atores com coletes de oficiais carcerários, circulam pelo foyer do teatro. Roupas esfarrapadas em varais pelos cantos, além de faixas com mensagens de protesto, completam a atmosfera de cadeia proposta ao público.

Todo o espetáculo, que dura uma hora, tem como cenário uma cela, na qual seis presos (Portuga, Bahia, Tirica, Fumaça, Louco e Bereco) dividem um pequeno espaço e vivem inúmeros conflitos. A situação se agrava com a chegada de um novo preso, um tipo burguês, batizado pelos outros de “Garoto” ou “Carne Nova”, que acaba sendo violentado pelos colegas.

Barrela foi escrita em 1958, mas, segundo Nathan Marreiro, continua atual por falar da brutalidade e da capacidade de sobrevivência humana diante da violência..."

Extraído e disponível em:
http://www.ciadeteatrogente.com.br/espetaculo_barrela.asp

22.10.09

A Sombra da Incontrolabilidade

Rato primitivo espalha praga entre nós:
pensamento impensado.
Rói adentro todo o nosso alimento
e corre de um homem ao outro.
Por isso o beberrão ignora
que ao afogar as mágoas em champanhe
engole em seco o insípido caldo
do pobre apavorado.

E já que a razão falha em exigir
direitos fecundos das nações
nova infâmia se levanta a incitar
as raças umas contra as outras.
A opressão grasna em esquadrões,
aterra no coração vivo, como em carniça -
e a miséria escorre pelo mundo todo,
tal qual a baba no rosto de idiotas.

Attila József

Tradução de Luciene Scalzo

20.10.09

Não somos tão ruis

"Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro, do padeiro que esperamos nosso jantar, mas de sua preocupação com o seu próprio interesse"


Esta é a máxima liberal idealizada por Adam Smith, para dizer que o homem é egoista, essencialmente inerte e atomista. Uma criatura aboslutamente individualista e incapaz de pensar nos outros seres, independete se de sua espécie ou não, caso o motivo para tal não seja o interesse.
Mentira.
Os argumentos do cara, tem o mero objetivo de dar razão a sua teoria liberal, criando um credo popular que o homem é naturalmente ruim. Sim, porque se o homem é um ser social, mas não tem capacidade de pensar em benefício alheio (dos outros seres da sociedade), este homem é um ser ruim.
Não é possível crer na lógica liberal, e por tanto no seu desdobramento pós-moderno, o Neo-Liberalismo, tendo como base uma falácia como esta.
A consciência idividual do homem, está diretamente ligada a consciência coletiva, determinada pelo modo de produção. Se vivemos numa sociedade capitalista, cujo modo de produção estabelece valores de consumo para a sociedade, o homem, na sua consciência individual, terá muita chance de ser realmente uma criatura egoista. Agora não me falem que é por sua própria causa (do homem), mas sim pelo sistema no qual ele está inserido. É importante que isso fique claro.
O capitalismo é impróprio para vida...
É preciso desconstruí-lo!
Vamos continuar?

rsrsrs

Abraço.

18.10.09

No mundo há muitas armadilhas

No mundo há muitas armadilhas
e o que é armadilha pode ser refúgio
e o que é refúgio pode ser armadilha

Tua janela por exemplo
aberta para o céu
e uma estrela a te dizer que o homem é nada
ou a manhã espumando na praia
a bater antes de Cabral, antes de Tróia

No mundo há muitas armadilhas
e muitas bocas a te dizer
que a vida é pouca
que a vida é louca
E por que não a Bomba? te perguntam.
Por que não a Bomba para acabar com tudo, já
que a vida é louca?

Contudo, olhas o teu filho, o bichinho
que não sabe
que afoito se entranha à vida e quer
a vida
e busca o sol, a bola, fascinado vê
o avião e indaga e indaga

A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.

Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e agüentarás até o fim.

O certo é que nesta jaula há os que têm
e os que não têm
há os que têm tanto que sozinhos poderiam
alimentar a cidade
e os que não têm nem para o almoço de hoje

A estrela mente
o mar sofisma. De fato,
o homem está preso à vida e precisa viver
o homem tem fome
e precisa comer
o homem tem filhos
e precisa criá-los
Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las.

Ferreira Gullar

16.10.09

desGOVERNADORA DO RS



Extraída do blog do companheiro Júlio Garcia
Apud http://naoestaavenda.blogspot.com/

A UNE e o Pré-Sal

Olá

Queria reforçar as manifestações dos Companheiros da União Nacional dos Estudantes, que ontem (quinta-feira) iniciaram na Câmara dos Deputados, o processo de diálogo com os principais membros das comissões responsáveis pela elaboração dos projetos em torno do Pré-Sal.
A UNE defende que 50% dos recursos do Pré-Sal sejam destinados a Educação. Além disso, defende também a aprovação de um marco regulatório que garanta o monopólio da extração por parte de empresas estatáis.
Defender a Pretobrás é defender o Brasil. Exigir que metade dos lucros proporcionados pela extração do Petróleo da Camada Pré-Sal sejam destinados a educação, é garantir um avanço sem precedentes no ensino brasileiro.
O Petróleo é nosso!

Abraço.

13.10.09

Soneto Póstumo

Boa tarde... - Boa tarde! - E a doce amiga
E eu, de novo, lado a lado vamos!
Mas há um não sei quê, que nos intriga:
Parece que um ao outro procuramos...

E, por piedade ou gratidão, tentamos
Representar de novo a história antiga.
Mas vem-me a idéia... nem sei como a diga...
Que fomos outros que nos encontramos!

Não há remédio: é separar-nos, pois.
E as nossas mãos amigas se estenderam:
- Até breve! Até breve! - E, com espanto

Ficamos a pensar nos outros dois.
Aqueles dois que há tanto já morreram...
E que, um dia, se quiseram tanto!

1952
Mário Quintana

11.10.09

Retorno

Olá...

A muito, muito tempo não coloco uma letra sequer nas páginas deste blog.
Não conseguia tempo para escrever.
Mas agora, que consegui meu tempo de volta, também volto ao blog.
Sem mais explicações,

Até mais...

31.5.09

Poema: Adolescência

Adolescência

Olhar a foice e o martelo

fazia-me sentir grande…

Aí o mundo vinha, subia, encharcava-me

como baleia soberba, obesa,

jogava-se úmida, sebosa

e cheia de pelancas

sobre a novidade de meus braços.

E não aguentava

e era fraco

e não era devasso.

e era pequeno,

e tão pequeno,

e tão miúdo

e de tamanho assim mundano

de tão distante…

(Danilo Vilela)

13.5.09

Realizado... Eliminado... Mas realizado

Acabou.

Chegamos até onde a vontade nos permitiu. E valeu a pena.
Sem ajuda.
Sob a desconfiança de muitos. Conseguimos enfretar e vencer.
O que ocorreu foi uma eliminação, não uma derrota.
É chato, machuca, mas não o suficiente para enconbrir nossa grandeza.
Como torcedor do SPORT CLUB DO RECIFE, sou realizado.

Parabéns, pelos 104 anos.

"Com meu Sport eternamente estarei, pois, rubro-negras são as cores que abraçei"

Abraço.

10.5.09

São pequenas, as grandes coisas

Olá...

Foi uma sábado que tinha tudo para ser como diversos outros.
Não foi.
É incrível que coisas como assistir a uma peça, sentar num barzinho, e comer sentado na areia da praia a noite, façam a gente se sentir tão bem.
Os textos encenados eram de Nelson Rodrigues, O Reacionário. Um anti-marxista ferrenho, mas que conseguia, do seu jeito reacionário, postar-se como um verdadeiro libertário.
Por falar em libertário, no barzinho que seguiu-se após a peça, em meio a conversas e goles de alguma coisa que eu não sei o nome, as horas passaram rápido. Assim como os olhos daquela nova-iorquina da mesa de trás passaram pelos meus. Dessa vez, os argentinos se deram melhor.
Mas, nada como um fim de noite com um belo sanduiche. Ainda mais, quando ele é degustado nas areias da praia da barra. Em uma noite sem estrelas, mas com uma lua imponente. Suficiente para enlouquercer alguém, a ponto de se jogar na água e nadar como se nada mais importasse.
Bem... Esse nãao fui eu.

Um abraço.

PS: Companheiro Victor, parabéns e... feliz aniversário.

8.5.09

Vamos SPORT

"NO CAMINHO É QUE SE VÊ.
QUE A ILHA É MELHOR PRA JOGAR
VOU TORCER PRO SPORT VENCER
VAMOS SPORT, VAMOS PRA CIMA, VAMOS GANHAR E FAZER A ILHA FERVER!"

3.5.09

Fortalecer o PT para mudar a UNE

Texto do Companheiro Bruno Elias

http://www.reconquistaraune.com.br/2009/04/27/fortalecer-o-pt-para-mudar-a-une/

A realização do Encontro Nacional dos Estudantes do PT e o início das eleições de delegadas/os ao Congresso da UNE estimularam um debate importante no partido. Trata-se, afinal, de debatermos sobre o papel político a ser jogado pela juventude do PT na construção de uma UNE e um movimento estudantil democrático, de lutas e que estejam à altura dos desafios colocados para a esquerda no próximo período.

Colaborando com este debate, os companheiros Rafael Chagas, da executiva da UNE e Joaquim Soriano, da executiva nacional do PT, apresentaram em recente artigo a opinião de que frente a tais desafios, a juventude do PT deveria, no próximo Congresso da UNE, construir com as juventudes do PCdoB (UJS) e do PSB o que eles chamam de “unidade da esquerda na UNE”.

Consideramos esta opinião parcialmente correta. Ela acerta quando aponta a necessidade de unidade, mas erra quando propõe um tipo de unidade que bloqueia as mudanças necessárias para que a UNE esteja a altura dos desafios contemporâneos. Na nossa opinião, a unidade que mais contribui é a unidade do PT e dos demais setores que pautam a democratização da UNE, impulsionando uma alternativa política para a UNE e para o movimento estudantil.


2010 e os próximos anos


O próximo congresso e gestão da UNE se situarão num ambiente de crise mundial, cujo desfecho dependerá da mobilização massiva dos trabalhadores e da juventude.


As classes dominantes, em resposta a atual crise, querem socializar os prejuízos. Na educação, isto se traduz na pressão por cortes dos investimentos públicos em educação, bem como nas propostas de socorro aos tubarões de ensino, nas demissões, atrasos salariais e aumento de mensalidades nas escolas privadas.


Contra a política das classes dominantes, é certo que há inúmeros pontos de contato e unidade com as posições de outras juventudes partidárias. Inclusive no tocante as eleições de 2010.


No caso da UNE, no entanto, esse exercício deve ir além da retórica ou dos projetos comuns de resolução nos fóruns da entidade, já que na vida real a direção majoritária da UNE tem optado pela política do “vale mais um mau acordo do que uma boa briga” com os tubarões de ensino, reitorias e, inclusive, contra medidas governamentais conservadoras.


O PCdoB e seus aliados na UNE tentam muitas vezes reduzir as discussões sobre o papel do movimento estudantil na atual conjuntura, a uma polarização entre os favoráveis e os contrários ao governo Lula. Para justificar uma política de alianças, que não raro inclui a direita, superestimam as posições da ultra-esquerda – amplamente minoritária na base do movimento.

Tal polarização, além de artificial, acaba resultando no seu contrário, pois dá palanque ao esquerdismo, tornando mais difícil a posição daqueles que apóiam o governo, mas não aceitam uma UNE chapa branca.

A situação do movimento estudantil e da UNE

O que também exige uma discussão fundamental, porém escapa à avaliação do texto dos companheiros da Democracia Socialista, é a situação atual do movimento estudantil.

Partimos de uma avaliação menos ufanista da atual situação da UNE e do movimento estudantil brasileiro.

Para além dos impactos do conservadorismo ideológico e do refluxo do movimento de massas, acreditamos que a UNE e o ME vivem um momento de profunda dispersão, tencionada por uma crise presente de legitimidade e representatividade perante sua base social.

Além disso, a UNE e o conjunto do movimento estudantil não tem conseguido acompanhar as profundas mudanças ocorridas no perfil da juventude, dos estudantes e da educação superior. O ME, embora seja ainda o movimento juvenil mais organizado do país, está longe de ser a única expressão organizada da diversidade da juventude brasileira.

Compreender essas mudanças é fundamental para darmos lastro a uma pauta e agenda política que se identifiquem com a realidade dos estudantes. Se a sociedade mudou, a universidade mudou e os estudantes mudaram, porque o movimento estudantil deveria se organizar da mesma maneira? Recolocar o ME e a UNE a frente de grandes lutas no país exigirá um diagnóstico sério sobre essas e outras questões.

Todas as forças que dirigem a UNE são responsáveis pela sua incapacidade em enfrentar estes problemas. Mas, convenhamos, a responsabilidade do PCdoB e da União da Juventude Socialista e aliados é proporcional ao peso que eles possuem na direção da entidade.

Não estamos entre aqueles que consideram que a UJS é o “mal” do movimento estudantil. Contudo, ao ser fiadora de uma cultura política e de organização que imprime à ação das entidades uma orientação defensiva, institucionalizada e distante de sua base social, essa organização não ajuda a retomarmos o protagonismo da UNE e do movimento estudantil.

A tímida referência de Chagas e Soriano aos “avanços” da entidade indica tão somente o que todos já sabem: no essencial nada mudou. Ou seja, a relação da UNE com o conjunto do ME enfrenta limites cada vez maiores, sua linha política continua conciliatória e o controle da entidade permanece centralizado.

Construir uma nova direção para o movimento estudantil é, por óbvio, muito mais do que derrotar uma direção majoritária. Mas achamos impossível construir uma “nova” hegemonia, a partir de uma composição com a “atual” força hegemônica. O máximo que se pode conseguir, através deste caminho, é participar da maioria, não mudar a sua direção.

Nossa defesa da UNE é combinada com a defesa de mudanças profundas na condução e organização da entidade. No caso dos jovens petistas, essa defesa deve contribuir para elevar o nível de consciência dos estudantes, combatendo os autonomismos, a falta de referência partidária, o movimentismo e combatendo igualmente as práticas aparelhistas. Com a diferença que nós nunca patrocinamos, nem patrocinaremos, a divisão das entidades de massa, a exemplo da saída da CUT impulsionada pelo PCdoB.


O momento da juventude do PT


O I Congresso da Juventude do PT foi um espaço privilegiado de debate e reflexão sobre a intervenção dos jovens petistas nos movimentos sociais, dentre os quais o movimento estudantil universitário. Nosso Congresso reconheceu de maneira acertada em suas resoluções que se “levarmos o problema de organização da juventude para nossa intervenção nos movimentos juvenis, a situação é aquém da capacidade de mobilização real do PT. Hoje, não conseguimos ocupar em nenhuma das frentes de luta dos movimentos juvenis uma posição de centralidade. Atuamos de maneira fragmentada e, em geral, levando as disputas internas para o seio dos movimentos.”

No movimento estudantil, essa fragilidade é muito presente. A atuação dos petistas enquanto “frente de tendências” – e por vezes, de interesses - nos coloca em posição subalterna à política de outras organizações juvenis e fragiliza a presença dos petistas, subrepresentados nas direções das entidades gerais.

Superar essas debilidades e construir uma identidade do petismo nos movimentos juvenis não se confunde com ingerência na autonomia dos movimentos, que historicamente defendemos. O papel que cabe ao partido e é reiterado pelos fóruns da JPT, respeita e valoriza a autonomia do movimento estudantil, submetendo suas propostas à deliberação democrática das organizações estudantis.

Por esses motivos colaboramos ativamente com a construção vitoriosa do último Encontro Nacional dos Estudantes do PT que, mobilizando 24 estados entre plenárias e encontros regionais, apontou uma plataforma e um plano de ações comuns para a juventude do PT no movimento estudantil.

Neste ENEPT pudemos perceber que há espaço para outra política no movimento estudantil e que os jovens petistas estão dispostos a dar sua contribuição. Curiosamente, companheiros que tanto resistiram em debater com a base e com os estudantes do PT nestes espaços a atuação dos petistas no Congresso da UNE, hoje são defensores dedicados de determinada tática e política de alianças para o conjunto da juventude partidária.

Por fim, saudamos a iniciativa do debate. Reitera, mesmo com as diferentes posições internas em nosso partido, a importância da UNE na luta política e para os petistas. Com o mesmo afinco que queremos uma juventude petista enraizada na classe trabalhadora, organizada para além do ME, devemos reconhecer que na organização da luta dos estudantes o PT dá grande contribuição a este que é um dos principais movimentos juvenis do país.


Bruno Elias, 1º vice presidente da União Nacional dos Estudantes.

1.5.09

Esquerda Reafirmada

O texto é longo, mas muito bom e importante.

fonte: http://panscopia.wordpress.com/2009/04/12/esquerda-reafirmada/

Esquerda Reafirmada

Tarso Genro e Vinicius Wu publicaram, no dia 10 de Março de 2009, um artigo no site nacional do Partido dos Trabalhadores intitulado “Esquerda renovada”, tendo por objetivo apresentar, como transmite a mensagem de seu subtexto, “Subsídios para uma nova ação estratégica do PT”. Afirmamos que a estratégia proposta por eles traz possibilidades desastrosas para o Partido dos Trabalhadores. É a prova viva, palpável, de que o espelho da esquerda, mais freqüentemente e amplamente do que aceitamos, tem o reflexo único da classe burguesa-capitalista, apesar dos pretensos “socialismos” espalhados como vírgulas. Explicaremos o porquê.

ESQUERDA REAFIRMADA

Tarso Genro e Vinicius Wu publicaram, no dia 10 de Março de 2009, um artigo no site nacional do Partido dos Trabalhadores intitulado “Esquerda renovada”, tendo por objetivo apresentar, como transmite a mensagem de seu subtexto, “Subsídios para uma nova ação estratégica do PT”.

Estamos certos de que, por ser uma estratégia que está sendo proposta ao PT e a todos nós, petistas, devemos nos posicionar, seja para nos situarmos contra ou a favor àquilo que se entende constituir a via para o socialismo. Não foi senão sob esse propósito que eles decidiram compartilhar conosco suas preocupações sobre os rumos do PT nos próximos anos, e reconhecemos que é sempre meritório fomentar o debate. Contudo, não podemos nos esquecer de observar que Tarso Genro e Vinicius Wu alinham-se ao campo Mensagem ao Partido, que no seu interior arregimenta tendências do PT, entre as quais a Democracia Socialista. O que eles dizem, assim, é a expressão não somente das concepções de cada um, mas sim de um grupo organizado e suficientemente autônomo para desenvolver uma elaboração teórica própria.

Motivou-nos escrever este artigo a percepção de que palavras não são simples palavras[i]. Desvendar tudo que vem do “lado de lá” - ou seja, do campo contrário a qualquer ruptura da ordem estabelecida - é necessário para a construção de alternativas autênticas e coerentes que levem a uma formação social sem classes sociais.

E é a partir desta percepção que afirmamos: a estratégia proposta por eles traz possibilidades desastrosas para o Partido dos Trabalhadores. É a prova viva, palpável, de que o espelho da esquerda, mais freqüentemente e amplamente do que aceitamos, tem o reflexo único da classe burguesa-capitalista, apesar dos pretensos “socialismos” espalhados como vírgulas. Explicaremos o porquê.

TRABALHO DE SÍSIFO

Na mitologia grega, Sísifo foi considerado o mais astuto dos mortais. Ousado e possuidor de grande esperteza, enganou e desafiou o poder dos deuses a cada vez que escapava da morte. Tanta audácia provocou a ira de Zeus - deus supremo -, que o enviou ao inferno. Lá, Sísifo foi condenado por toda a eternidade a rolar uma grande pedra até o cume de uma montanha. Nunca conseguia completar o trabalho, já que por uma força irresistível a pedra rolava abaixo.

O direcionamento proposto por Tarso Genro e Vinicius Wu levará o Partido dos Trabalhadores a desempenhar um papel que lembra a imagem de Sísifo, e de forma invertida psicologicamente. O partido não empurrará a pedra como castigo de sua “personalidade ousada”, mas acreditará fielmente em seu esforço; a classe capitalista não irá reprimir nosso partido devido às suas tentativas de transformação, e sim estará aos risos a cada vez que a pedra - a acumulação de capital - rolar a montanha, de forma acelerada. Por que isso ocorreria?

É na introdução do artigo (”Uma nova estratégia”) em que se revela a principal tese dos autores, presenteando-nos abertamente com orientações teóricas esclarecedoras de seu rumo conservador:

“Uma estratégia política socialista, conduzida por um partido de esquerda nos dias de hoje, deve recuperar os valores tradicionais da social-democracia pré-bolchevique e do socialismo democrático europeu e latino-americano¹ - república, igualdade e afirmação de direitos - atualizá-los e vinculá-los aos interesses concretos e às demandas políticas dos grupos e classes sociais, para as quais o crescimento econômico e a distribuição [de] renda são uma necessidade ou uma exigência.”

Ganhamos um presente; mas precisamos retirar o laço e o papel de embrulho. O que é exatamente a “social-democracia pré-bolchevique”? Em que contexto mais amplo estão inseridos os valores citados? Tomando-se como referência o período entre a morte de Friedrich Engels (1820-1895) e a Revolução Russa (1917), encontramos Eduard Bernstein (1850-1932) como um dos grandes expoentes dessa corrente não-revolucionária. Estabelecido esse marco, podemos recorrer ao seu pensamento para entender o que Tarso Genro e Vinicius Wu estão propondo:

“Segundo a elaboração teórica bernsteiniana, dever-se-ia empreender um esforço de revisão e correção3 das teses enunciadas por Marx e Engels. Haja vista que o capitalismo teria demonstrado uma grande capacidade de adaptação e estabilidade, comprovada pela ausência de crises e pela crescente democratização do Estado Liberal de Direito, a hipótese determinista que previa o colapso inevitável do sistema deveria ser descartada. Conseqüentemente, caberia aos socialistas a renúncia da ‘utopia revolucionária’ e a adoção de estratégias políticas que permitissem, no interior do sistema democrático capitalista, a conquista gradual de melhorias para as classes trabalhadoras. Estas medidas levariam enfim o Estado à perda de seu caráter de classe, assumindo a defesa do ‘interesse geral’ (Bernstein, 1982).” [ii]

E mais à frente:

“De acordo com a teoria bernsteiniana, a utilização dos princípios da filosofia da história de Hegel [concepção dialética] levaria em último caso à justificação do emprego da tática revolucionária através da força. Neste aspecto, o marxismo estaria ainda estreitamente vinculado ao blanquismo, no que tange à sobrevalorização da força criadora da violência revolucionária e à idéia de conquista do poder político através de golpes revolucionários (Bernstein, 1982). Amparando-se na última obra de Engels, a introdução elaborada em 1895 à ‘Luta de Classes na França’, Bernstein manifesta abertamente seu repúdio à via revolucionária, defendendo firmemente o reformismo e o papel da atuação parlamentar e sindical na consecução dos objetivos da classe operária.” [iii]

De fato, o presente recebido bem se relaciona com o mito, já que lembra a conhecida expressão “presente de grego”.

Os valores de “república” e “igualdade” devem nortear uma ação que não deixe as classes sociais em luta, mas sim que se unam em prol da “nação”. Ou seja, deve-se elaborar uma estratégia não-revolucionária, em torno da suposta possibilidade de fortalecimento do Estado de Direito, que levaria a uma aproximação entre as classes. Temos aí, pelo menos, duas ilusões: a crença em um movimento de tipo “evolucionismo social atualizado” [iv]; e a pretensão de ser uma renovação da esquerda.

Quanto à primeira, podemos depreender o seguinte: todas as dificuldades que a humanidade já enfrentou, e enfrenta, têm suas razões decorrentes de sentimentos individualistas e egoísmos; contudo, se construirmos um sentimento de “identidade nacional”, havendo cooperação entre classes, dentro de uma “democracia substancial”, chegaremos ao socialismo. Pronto, muito fácil.

Diz-se “atualizado” por referir-se à operação lógica de revisitar o estatismo[v], herdado de uma orientação socialista revolucionária, mas que agora se expressa numa necessidade de se diferenciar dos tucanos, opondo-lhes um projeto que, em seu limite, é pós-neoliberal. Ou seja, mantém-se ainda limitado aos marcos da produção capitalista: como obviamente se pode imaginar, essa evolução ao socialismo não aconteceria livremente, necessitando-se, pois, de um Estado sólido, que regule o mercado, com o aproveitamento do seu “potencial positivo”, prevenção dos “abusos” dos banqueiros e implementação de políticas que “aproximem as classes sociais” [vi]. Aqui, qualquer relação entre essa ideia e a insígnia “ordem e progresso” (ou seja, o progresso só é possível mantendo-se a ordem), proclamada pelos positivistas e cravada em nossa bandeira não será mera coincidência.

Por muitos anos, e a isto se assiste ainda hoje, nas salas de aulas dos cursos ligados às ciências humanas e sociais, a concepção dialética em Marx, trazida ao materialismo histórico, foi vulgarmente criticada por implicar um determinismo do triunfo do proletariado sobre o capital. Correspondendo ou não à verdade, não é determinismo maior a ideia de que é possível haver um “evolucionismo social”?

Independente da possibilidade do movimento de evolução, o horizonte que se têm em vista é inalcançável. Isso porque a ideia que temos hoje de “república”, de “democracia”, inclusive de “Estado”, é a ideia realmente existente, não sendo de maneira alguma possível ressignificá-la senão através de uma intervenção na gênese do real, isto é, na origem de toda relação social pela qual o conhecimento vem a ser apropriado.

Haverá quem diga que estamos distorcendo o que os autores propõem, e associá-los ao liberalismo é mero artifício intelectual, exercício de retórica, verborragia ou mesmo, digamos, “diletantismo acadêmico”. Porém, reparem no trecho primeiramente citado; fala-se de “interesses concretos (…) dos grupos e classes sociais, para as quais o crescimento econômico e a distribuição [de] renda são uma necessidade ou uma exigência”.

A ausência de qualquer referência específica à classe trabalhadora, ou ainda às classes trabalhadoras, não pode, de maneira alguma, ser considerada por acaso. Essa omissão significa declarar uma opção política, ainda que processada inconscientemente. Afinal, é óbvio que crescimento econômico não é necessidade ou exigência apenas da classe trabalhadora; os capitalistas auferem muito mais lucros em momentos de crescimento, e um melhor nível de distribuição de renda aumenta a quantidade de pessoas com poder de consumo, sendo este necessário à própria realização cíclica de capital.

Assim, fica clara a segunda ilusão, a pretensão de esses subsídios orientarem uma renovação da esquerda, já que transitam entre o projeto das revoluções burguesas e a submissão do socialismo a esse mesmo projeto, via personalidades como Eduard Bernstein e Karl Kautsky (1854-1938).

TOQUEM A NONA SINFONIA AÍ

Nada disso, portanto, vem ao acaso. Assim é que as concepções da “nova ação estratégica” pretendem estar amparadas na realidade, numa aparente mudança das configurações e relações de classe no Brasil.

Exemplo claro disso é o tópico por cuja leitura se percebe algo que inspira a preocupação dos autores. Ele intitula-se “A nova ‘Questão Democrática’ as novas classes médias no Brasil” e pode ser resumido nos seguintes trechos:

“As ações de governo do Presidente Lula vêm mudando, internamente, as classes e as relações entre os diversos segmentos sociais no país. Além das classes e setores de classes tradicionalmente existentes na nossa formação social capitalista emergente e dependente, [...] surgem novos grupos sociais no entorno e no interior das classes trabalhadoras e das tradicionais ‘classes médias’. Alguns destes setores já são chamados de ‘nova classe média’ [...] Dentro destas novas classes emergentes e grupos sociais renovados, no interior das classes sociais tradicionais (também tocadas economicamente e culturalmente por estas mudanças) já existe uma disputa política e ideológica - espontânea ou deliberada - sobre os rumos da sociedade brasileira atual. [...] A disputa, na verdade, é pela apropriação dos frutos da democracia, sobre o ‘valor’ - econômico e social - da preservação ambiental e sobre a qualidade de vida nas grandes regiões metropolitanas”.

E conclui no tópico seguinte, “O futuro da Revolução Democrática: apontamentos para uma nova síntese programática”:

“Novos sujeitos sociais despontam no cenário político nacional. Sua efetiva integração à democracia brasileira será um elemento decisivo para a renovação da utopia democrática que deu origem à vitória eleitoral das forças populares em 2002 e 2006″.

Isto é, um dos motivos por que seria necessária a “nova ação estratégica” para o PT, retomando o primeiro enunciado do trecho anterior, residiria nas “[...] ações de governo do Presidente Lula [que] vêm mudando, internamente, as classes e as relações entre os diversos segmentos sociais do país”.

Há muitas controvérsias a respeito do que Genro e Wu compreendem por classes sociais. Em linhas gerais, partindo-se de uma simples pergunta, “o que é classe social?”, podemos identificar as posições de um e de outro:

“[...] perante o sistema capitalista, a convicção sobre sua transitoriedade e o objetivo procurado pela análise. Há os que querem entender o funcionamento do sistema para flagrar suas fragilidades e lutar para superá-lo. O objetivo de outros é compreendê-lo para melhorar sua defesa e manutenção. E há aqueles que querem conhecer as tendências da opinião pública para melhorar o desempenho eleitoral ou vender melhor um produto” [vii].

Entendemos que o Partido dos Trabalhadores é um partido socialista, e como tal deve figurar entre aqueles que buscam “entender o funcionamento do sistema para flagrar suas fragilidades e lutar para superá-lo”.

Porém, o conceito de classe, embora pareça substancializar um conteúdo decisivo para os que lutam pelo socialismo, não é suficiente para a compreensão do sistema no seu todo. Prova disso é a própria banalização do conceito, que acontece nas palavras de Tarso Genro e Vinicius Wu, confundindo classe social e relações de classe, com os chamados “grupos de status”, separados uns dos outros pelos seus níveis de renda, excluindo os antagonismos realmente existentes entre setores cuja principal diferença reside no lugar que ocupam num sistema de produção social[viii] historicamente determinado, na mesma medida em que permite igualá-los de acordo com critérios de renda, acesso a bens e grau de escolaridade. A classe média, então, define-se:

“[...] como aquela que espera uma posição melhor no futuro e planeja sua vida nesse rumo. [...] Essa é a origem de ferramentas conceituais das quais o Critério Brasil é um exemplo, em que o acesso a bens, renda e educação leva à soma de pontos que define a classe [...] A partir daí foi desenvolvida a teoria econométrica, supostamente objetiva, que fundamenta a diferenciação em níveis de consumo A, B, C, D e E, utilizada pelos institutos de pesquisas e popularizada pela imprensa.

Essas definições de classe social têm dois defeitos fundamentais. Um é o seu subjetivismo; outro, um objetivismo arbitrário, baseado no acesso aos serviços e bens de consumo ou numa característica mutável que é a profissão. A esfera da distribuição das mercadorias é posta no centro da análise, desconsiderando a posição das pessoas nas relações sociais de produção que geram as riquezas e determinam a cota de cada um em sua distribuição.” [ix]

O corte produção x distribuição não é apenas uma falha no método. Trata-se de uma entorse cavalar na apropriação do conhecimento teórico. É problema de forma, de conteúdo, que desemboca num problema aborrecedor de concepção. O que é pior: todos esses equívocos se expressam sob a forma de deliberada opção teórica.

Genro e Wu admitem que as diversas expressões do conjunto social, inclusive aquelas que caracterizaram e conformaram os governos democráticos desde a consolidação da burguesia no poder político e econômico na história da humanidade, i.e., final do século XIX e início do século XX, realmente apareçam ao “indivíduo” como simples meios de realizar seus fins privados.[x]

Assim, numa produção (e distribuição) desregulada, as pessoas permitir-se-iam toda classe de arbitrariedade, necessitando regular a distribuição de bens, separando-a da própria produção, para que o direito de força enfim sobreviva na forma de democracia, ou “Estado Democrático de Direito”. Tal não é senão uma concepção política do liberalismo clássico, já criticada por Marx em 1857[xi].

Pode parecer paradoxal situarmos a orientação deles primeiro, como expressão de uma socialdemocracia pré-bolchevique, e agora, do liberalismo clássico. Mas, de fato, é assim que a coisa se dá.

Uma estratégia socialista por transição - e não por ruptura, que é um dos principais elementos que eles desejam eliminar das elaborações de parte da esquerda - não tem uma unidade interna autônoma, que supere o liberalismo. Ou seja, por não compreender a natureza de uma sociedade fendida, dividida, partida em classes sociais, e a luta entre elas, expressa das mais variadas formas, essa estratégia linear baseada na progressão, nas conquistas graduais, enfim, na evolução social mediada por um Estado sólido, seja na forma de instituições democráticas consolidadas, seja numa economia participativa, não atinge nenhum modelo societário no qual tenha fim a exploração humana por si mesma.

No limite, o ânimo de Genro e Wu diante do crescimento da classe média, da emergência de “novos sujeitos políticos e sociais”, ampliação do acesso a bens e serviços, pode ser interpretado na convicção de que essa será uma tendência natural do curso da sociedade capitalista, caso esta se mantenha alinhada ao eixo da dita “revolução democrática” e as forças políticas que venham a apoiá-la. Um raciocínio equivocado, já que a existência de uma ampla massa de consumo só reinjeta combustível à realização cíclica de capital:

“‘Para crescer em bases sólidas e de forma sustentada [...], uma economia precisa ser puxada pela classe média. [...] É isso o que interessa no argumento: trata-se da mudança capitalista da sociedade, que incorpora uma massa vista como capaz de dar garantia, consistência e segurança para o sistema. [...] Na medida em que o capitalismo desenvolve suas forças produtivas, essa classe aumenta em tamanho e influência’, diz Swingewood (Marx e a teoria social moderna, Civilização Brasileira, 1978)” [xii].

Por certo, aliás, que se advogássemos aqui um socialismo que se desvincula de todo e qualquer elemento do sistema liberal estaríamos na própria lógica do argumento evolucionista. Numa compreensão dialética da história sabemos que elementos anteriores reaparecem posteriormente, em novas sínteses. Contudo, nossa exposição tem mostrado que não há esse movimento; o que há é apenas uma tentativa de síntese entre um liberalismo político e um anti-liberalismo econômico.

Socialismo não é o conceito de Tarso Genro, ou de Vinicius Wu, por mais que apresentem como algo que queira ser diferente. Socialismo é conceito porque é histórica e socialmente determinado; ele é o que significa porque, como conceito, ideia, palavra, reúne significados no seu entorno, e ao fazê-lo só reassume sua forma de signo, linguagem, que não existe senão em sua forma social. Tranquilamente, e “sem medo de ser feliz”, portanto, reafirmamos que socialismo, em primeiro lugar, é socialização dos meios e instrumentos que, sob o controle da propriedade privada, dirigem a atividade produtora e reprodutora de vida, qual seja, a produção social. E ponto.

Porém, ardorosos dirigentes do campo “Mensagem ao Partido” realmente crêem na cisão entre o concreto e o abstrato, autonomizando o pensamento, assim como “Hegel [que] caiu na ilusão de conceber o real como resultado do pensamento que, partindo de si mesmo se concentra em si mesmo, se aprofunda em si mesmo e se movimenta por si mesmo” [xiii]. Em outras palavras, não compreendem o campo político como expressão, como “cara”, do campo das relações econômicas, onde é definido o que e como será produzido o que a humanidade precisa para sua continuidade; pelo contrário, é como se política e economia pudessem ser definidas independentes uma da outra. Tal idealismo ganha voz em outro artigo, sendo um dos autores o próprio Vinicius Wu, nesta passagem:

“[Valter Pomar] não diferencia liberalismo econômico de liberalismo político. É reducionista na tentativa de ser convincente. Produz confusões - talvez intencionais. Argumenta contra o liberalismo ético e o republicanismo como se Milton Friedman e Norberto Bobbio pertencessem a um mesmo campo!” [xiv]

Em outras palavras, não compreendem o campo político como expressão, como “cara”, do campo das relações econômicas, onde é definido o que e como será produzido as mercadorias que vem garroteando, entre tempos e crises, as possibilidades de emancipação da humanidade; pelo contrário, é como se política e economia pudessem ser definidas independentes uma da outra.

A insuficiência do raciocínio é patente; fica clara quando, indignados, opõem Friedman e Bobbio. Para as análises que, paradoxalmente, mantêm-se na superfície da realidade, a distinção entre ambos é óbvia e profunda. Por outro lado, quando a análise se estende como exige o rigor científico, concluímos que Bobbio, conhecido por sua proposta de um “socialismo liberal”, pode opor-se a um monetarismo e à supremacia do mercado “autorregulado” [xv], mas de forma alguma nega o capitalismo, assim como também não o faz, muito pelo contrário, Milton Friedman. Perry Anderson, historiador marxista inglês, escreveu que:

“A aceitação de um regime democrático pressupõe a aceitação de uma ideologia moderada’, declara ele [Norberto Bobbio]88. Porque ‘decisões da maioria numa ordem política baseada no sufrágio universal permitem alterações no sistema, mas não permitem uma alteração DO sistema’89. A permanência do capitalismo como ordem social torna-se, em outras palavras, uma premissa de qualquer participação efetiva no estado representativo. (…) Acerca dos dois problemas - ‘quem governa e como governa?’ - Bobbio declarou sem maiores cerimônias em 1975: ‘não é possível haver dúvidas de que o segundo sempre foi mais importante que o primeiro’91. SEMPRE. Em outras palavras, o que importa não é qual classe domina, mas a maneira como domina. Neste ponto torna-se manifesta a opção de Bobbio, ao nível mais profundo, pelo pólo liberal de seu pensamento. Pela mesma razão, das duas críticas da democracia representativa presentes em seus escritos, a conservadora, e não a socialista, pesa mais no final. Em seus escritos mais recentes, essa crítica chega a tender - numa imagem bem conhecida - a transformar-se numa apologia perversa. Assim, transformando a necessidade em virtude, Bobbio pode escrever: ‘A apatia política de modo algum é sintoma de crise num sistema democrático; geralmente é sinal de boa saúde’92. Ela significa uma ‘indiferença benévola’ em relação à política enquanto tal, fundada no bom senso.” (destaques nossos)[xvi].

Portanto, sem “provocar confusões” ou sermos “reducionistas”, afirmamos: não existe, a não ser como operação intelectual, o liberalismo político e o liberalismo econômico, e suas respectivas antíteses. Como se isso ainda não bastasse, deixando a esfera da circulação (monetarismos, financeirismos, etc.), e adentrando a esfera produtiva, afirmamos também que Bobbio e Friedman pertencem a um mesmo campo: o liberalismo.

CAIXA DE PANDORA OU CANTO DO CISNE?

Por tudo isso, estamos convictos de que os “Subsídios para uma nova ação estratégica do PT”, não contribuem para reconduzir o nosso partido para um caminho de resistência contra o capital, tampouco para a sua superação.

Nem de longe pode ser ela considerada uma “estratégia política socialista”, ainda que no final do artigo se assista ao desespero de reiterar a palavra “socialismo”, na mesma aflição com que se tenta ressignificar valores como “democracia” e “igualdade” somente pelo uso da abstração, sem para isso interferir nas formas significantes da atividade econômica[xvii].

Neste momento, é bem possível que Tarso Genro e Vinicius Wu, se querem ainda declarar-se socialistas, traem-se com suas próprias palavras, como o incauto que se engana ao contemplar a famosa tela de René Magritte, “A traição das imagens”, e insistir que aquilo que vê é, realmente, um cachimbo, e não a representação de um cachimbo.

Esquecem-se - ou, infelizmente, têm plena consciência disso - que com suas proposições recuperam, nada mais e nada menos, o liberalismo, tal como ele é, com ou sem adjetivações que lhe atribuam qualidades na pretensão ilusória de modificá-lo.

Preocupa-nos, com franqueza, que parte considerável de nosso partido tenha se esquecido, e outra parte deliberadamente abandonado, o que significa uma sociedade dividida entre capitalistas e trabalhadores; que a única igualdade que existe entre as pessoas enquanto a sociedade for dividida desta forma é serem iguais proprietários de mercadorias (respectivamente, dinheiro-capital e força de trabalho), que podem ser trocadas. Neste quesito em particular, poderiam afirmar que é coisa de um “marxismo ortodoxo, economicista e anacrônico”. De fato, é mesmo de suscitar questionamentos. Justamente por isso, manda novamente o rigor nos estendermos mais um pouco.

Quais foram, então, as características centrais do capitalismo do século XIX desvendadas por Karl Marx (1818-1883), as quais ele apontou serem cerne de todas as contradições e disparidades desse sistema, e sobre cujas análise e crítica, inclusive, o Partido dos Trabalhadores se ergueu? A saber: a propriedade privada dos meios sociais de produção e o trabalho assalariado.

Partindo-se da constatação de que ambas as características estão presentes ainda hoje, o que nos deveria levar a pensar, ou imaginar, a possibilidade de um acordo entre capitalistas e trabalhadores, que, mantendo-se IDEALMENTE estável, beneficie ambas as partes permanentemente?

Situemos, portanto, as ideias em seus lugares e épocas e acrescentemos, numa mensagem (esta sim, sincera) a todos/as petistas que nada tem ou contém de novo aquilo que Tarso Genro e Vinicius Wu sustentam. Muito pelo contrário: Tarso Genro e Vinicius Wu traçam subsídios de uma estratégia para o Partido dos Trabalhadores não de disputa com a classe burguesa-capitalista; mas de disputa do próprio projeto dessa classe.

Fica a pergunta: “Como é possível pensar um presente, e um presente bem determinado, com um pensamento elaborado por problemas de um passado bastante remoto e superado?” [xviii]

Assim, a “nova ação estratégica”, proposta ao Partido dos Trabalhadores não responde aos nossos desafios presentes e futuros. A não ser, é claro, que se entenda nesse desafio a necessidade da mais absoluta corrosão de nosso programa. Parece ser o caso de Genro e Wu. Mas não é e nem deve ser o caso de um partido socialista como o PT.

20.4.09

No ônibus...

Olá...

Após subir no ônibus hoje cedo, me deparo com uma feliz e empolgada passageira perguntando a uma contente corbradora:

- Mas porque esse ônibus está tão vazio hoje?

- Ah, é por causa do feriado. Responde a cobradora.

- Olha, eu não entendo esses feriados - continua a passageira - ainda mais este. Só porque teve um homem que foi enforcado...

19.4.09

Domingo

Olá...

Domingo de chuva.
Mensagem no celular.
Roupas secando dentro do quarto.
Muita preguiça.
Dia de final do Pernambucano e Palmeiras eliminado do Paulista.
Coisas pra estudar.
E Seu Regis (O zelador) arrumando o Albergue ao som de Silvano Salles...

Um bom dia pra vocês também.

Abraço

PS: Mensagem respondida

17.4.09

Return

Olá...

Minhas amigas e meus amigos, quanto tempo!
Bom estar de volta.
Ando as brigas com minha internet, mas já estou resolvendo.
Estou voltando a postar e não poderia deixar de falar dos últimos acontecimentos.
Primeiro, como todos sabem, agora o Sport tem 7 pontos... que delícia!
rsrs
Segundo, preciso confessar que adoro as semanas santas.
Não sei porque ainda continuam com este nome. Santidade é uma das coisas que menos praticamos nesses dias.
Estive em Belém. Foi bom. E assim como outras coisas, a viagem a Belém acabou.
Foi importante para, cair na real.
Em Petrolina, o Karaoke da Playtoy está melhor que nunca.
Assim como algumas das minhas primas.
No mais, é dar uma surra na Barbye Girl neste domingo e ser Tetra-Campeão Pernambucano. Além estudar pra provas da semana que vêm... que infelizmente, vêm.

Um abraço a todos que continuam perdendo seu tempo lendo este blog.
Adoro vocês.

PS: Tem pessoas que, sinceramente, eu não entendo.

29.3.09

E lá vão eles...

Na próxima segunda-feira (30/03), começa no Recife a 'Caravana da Tran$parência, Fi$calizando o PAC', a ser realizada no País inteiro pelo DEMOcrata$ (ex-PFL). Estarão no Recife o presidente nacional do DEMOcrata$, Rodrigo Maia, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado, o corregedor da Câmara, ACM (O Neto), e "lideranças" partidária no Estado como o ex-governador Mendonça Filho, os deputados Roberto Magalhães, André de Paula, José Mendonça, deputados estaduais e vereadores do Recife.

PS: Caravana da Transparência? Isso só me transparece desgraça...
Pobre do Recife.

25.3.09

Vamos ficar só em uma...

Câmara aprova projeto que proíbe matrícula em duas faculdades públicas

Mirela Portugal

Em votação na Câmara dos Deputados, foi aprovado hoje, dia 24, projeto de lei que proíbe alunos de cursar simultâneamente duas graduações em universidades públicas diferentes. A Comissão de Constituição e Justiça deu aval ao projeto, que também proíbe que o estudante faça dois cursos na mesma instituição pública, segue agora para o Senado. Caso também passe pela avaliação, aguardará sanção do presidente da república.

A medida não afeta alunos já matriculados em dois cursos.

Com informações da Agência do "Plin plin".

24.3.09

Nota...

Vivemos em uma sociedade ruim.

:/

22.3.09

Ótima introdução

"A nossa realidade que nos cerca pode ser considerada de três modos diferentes: o mundo da natureza, o mundo dos valores e o mundo da cultura. Esses três aspectos dão ordem ao caos que nos rodeia.
O mundo da natureza compreende tudo quanto existe independentemente da atividade humana. Vigora aí o princípio da causalidade, das leis naturais que não comportam exceção, nem podem ser violadas.
As leis naturais são as leis do ser. Uma vez ocorridas determinadas circunstâncias, ocorrerão inexoravelmente determinados efeitos.
No mundo dos valores, atribuímos certos significados, qualidades aos fatos e coisas que pertencem a nosso meio, a nossa vida. A tudo que nos afeta, direta ou indiretamente, atribui-se um valor. A atribuição de valor às coisas da realidade constitui uma necessidade vital. O homem em sociedade sente necessidade de segurança, trabalho, cooperação, atividade de recreio, política, estética, moral, religiosidade. Todas essas necessidades são valoradas pela conduta humana. Trata-se, portanto, do aspecto axiológico.
Quando dizemos que determinada pessoa é boa ou má, é simpática ou antipática, nada mais fazemos do que lhe atribuir um valor; esse valor é pessoal, podendo não ser o mesmo atribuído por outrem ou por uma coletividade.
A conduta humana não pode prescindir de uma escala de valores a reger os atos, as ações socialmente aceitáveis ou inaceitáveis, de acordo com a opinião dessa mesma sociedade. O fato de o homem atribuir valor a sua realidade é vital para satisfazer a suas próprias necessidades. Se não tivéssemos continuamente carências, não haveria necessidade de uma escala de valores.
Já o mundo da cultura é o mundo das realizações humanas.
À medida que a natureza se mostra insuficiente para satisfazer às necessidades do homem, quando sente a falta de abrigo, de instrumentos, de viver com outros seres semelhantes, passa o homem a agir sobre os dados da natureza, por meio dos valores, isto é, necessidades para sua existência, crian-do uma realidade que é produto seu, resultado de sua criatividade".

VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civíl - Parte Geral. Vol. 1, 4. ed. pág 13. São Paulo, Atlas, 2004.

Yuri Gagarin

"Segundo um grande
astronauta russo,
a terra era azul".

21.3.09

Eles vão "fiscalizar"

Olá...

A cúpula do DEMOcrata$ (ex-PFL) disse que vai iniciar um processo de apuração de todas as obras do PAC. Querem visitar e ver como as coisas estão andando. Nas palavras do Ronaldo Caiado: "avaliando as irregularidades".

PFL avaliando irregularidades...
Me faça uma garapa...

PS: Aquele cara do Supremo tem problemas...

15.3.09

Lá como cá...

A televisão mostrou esta semana uma das mais chocantes imagens desses tempos de neoliberalismo e globalização. Centenas de cidadãos americanos instalados com suas famílias em barracas, na periferia de Los Angeles. Não eram cultores do camping nem fanáticos na defesa do meio ambiente. Tratava-se de desempregados, boa parte da classe média, sem salário e, também, sem casa. Gente que perdeu tudo, até onde morar, por falta de pagamento das prestações. Vivem da caridade da prefeitura, que distribui quentinhas, mas chegou à conclusão da impossibilidade de alimentar a todos. Vale repetir, nos Estados Unidos.

(Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa)

14.3.09

Seguindo

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar."

Friedrich Nietzsche

Do lado deles...

Olá...

Dizem por ai, que seja lá onde for, quem é vice de alguma coisa, não é nada.
Será?
O José de Alencar faz jus ao ditado, assim como o Marco Maciel, que passou e ninguém viu.
O problema é que agora, este "vice" está ganhando midiaticamente, uma demasiada importância.
O Mr. Burns ($erra), vai querer arrastar junto a ele, o Jarba$ Va$concelo$. Chapazinha desgraçada.
Neste caso, o vice toma um papel importante, porque o Mr. Burns fora de São Paulo, não ganha eleição nem pra representante de turma. Vai ter que encontrar alguém que consiga isso. Já que ele não vai deixar o neto "bonzinho" do Tancredo conseguir dizer duas vezes a palavra prévia, tratará de colocar alguém que traga esses votos para ele.
O problema é que a lista de pseu-intelectuais politicamente (in)corretos é extensa, mas com pouquissimos nomes que ofereçam ao Tucanado uma opção que traga mais benefícios do que prejuízos.

PS: O Jarba$ disse que não aceita. Quem será a próxima vítima agora?

13.3.09

Wimp

Olá...

Está ai uma coisa difícil de engolir:
Gente mentido, enganando e tapiando outras pessoas. Por que isso ainda?
Talvez me acusem de não ter moral nenhuma pra falar de nada disso.
E daí?

Abraço.

11.3.09

Vamos companheiros!

Olá...

Camaradas, esta rápida postagem é para lembrar a todos que esta metade do fim do mês de março será de muita luta.
A orientação é simples: Ocupar e qualificar todos os espaços de discussão e debates que acontecerem.
Nos apresentamos como uma alternativa.
E é assim que devemos pautar todas as nossas intervenções.
Nos encontraremos todos em breve.

Um grande abraço.

PS: "Para nós, só da unidade petista, vai nascer a novidade. De resto, seria o 'mais do mesmo' conhecido".
Valeu Bruno!!!

10.3.09

O TEMPO


"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
Pois a única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

Mário Quintana


7.3.09

Operação Valquíria

MULTIPLEX IGUATEMI - SALA 06 - 15:40h

OPERAÇÃO VALQUÍRIA

Tentativa frustrada de matar Hitler, realizada por oficiais alemães bonzinhos que não gostavam dele.
Inclusive Tom Cruise, que conseguiu transferir perfeitamente o "patriotismo" estadunidense para o alemão.
Foram mortos.
No mais...
O filme retrata muito bem a forma de organização política do Reich e como era conduzida a máquina do Partido Nazista pelos principais oficiais do Adolf.
Também, uma consciência pública e social, por parte de alguns, que muitas vezes fica oculta na maioria dos filmes que tratam da segunda guerra mundial, onde fica parecendo que todo alemão era doido pra sair matando judeu.
Vale a pena assistir.

Abraço.

PS: Afinal, onde é que foi parar a mulher do Coronel Stauffenberg?

1.3.09

Nada mais a declarar.

[Pausei a construção, não suporto mais o barulho de obras, mas ainda tenho um engenheiro em serviço para uma última mudança radical.]

Rk249

PS: O cara que disse essa frase, sabia o significado de coisas que vão além dessas simples palavras.
Um dos dias escolhidos foi o 29 de Fevereiro.
Ele soube o que fazer... mesmo ainda me relutando a acreditar.
E sabia que a construção não iria parar. E não irá.

Abraço.

27.2.09

DA OBSERVAÇÃO

"Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio..."

Mário Quintana

PS: Para Todos nós.

26.2.09

Carnaval Multicultural do Recife

Olá...

Parabéns a Prefeitura do Recife.
O Carnaval Multicultural do Recife nada deixou a desejar.
Democrático, popular e de massas.
Um carnaval onde todo mundo brincou, se divertiu e aprendeu.
Das ruas de Olinda ao marco zero do Recife antigo, uma variedade de cores, fantasias, sotaques e brincadeiras que fez jus ao maior carnaval do planeta.
Feito para o povo, a maior festa popular de rua que existe, contou em seu encerramento com a presença de Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Lenine, Maria Rita, Silvério Pessoa e 170 músicos de diversos grupos e fanfarras do Recife. Um espetáculo a parte.
O carnaval que começa com o Galo da Madrugada, termina em uma "quarta-feira ingrata" como cantava Luiz Bandeira:
"É de fazer chorar
Quando o dia amanhece
E obriga
O frevo acabar
Oh Quarta Feira ingrata
Chega tão depressa
Só pra contrariar"

Valeu a pena.

PS: Abraço a todos os companheiros do Aratu Vermelho.

15.2.09

A urgência do pensar

"O interdito ao pensamento vigora em todos os meios, mesmo nos meandros da educação de mercado, pois se o pensamento significa autonomia, ele incomoda, ele provoca, ele modifica, ele desestabiliza, ele causa distúrbios e produz a perda de hegemonias. Onde está o pensar está também o princípio da renovação e da mudança. Nem sempre a mudança é bem-vinda, especialmente para aqueles que se arvoram na condição de conservadores das estruturas reinantes. Neste sentido, conta-se com a omissão da maioria, com a desmobilização dos intelectuais, e também com a inconsciência das novas gerações, adestradas que foram pelo cosumismo e pela consciência do imediatismo".

CURSO DE FILOSOFIA DO DIREITO. 6ª Edição. São Paulo: Atlas, 2008. Eduardo C.B. Bittar e Guilherme Assis de Almeida. pág. 10.

8.2.09

Terminará bem...

Olá

"Pessoas entram na sua vida por uma "RAZÃO", uma "ESTAÇÃO" ou uma "VIDA INTEIRA".

Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa. Quando alguém está em sua vida por uma "RAZÃO"... É geralmente para suprir uma necessidade que você demonstrou.
Eles vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Eles poderão parecer como uma dádiva de Deus, e eles são! Eles estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
Às vezes essas pessoas morrem.
Às vezes eles simplesmente se vão.
Às vezes eles agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho deles, feitos.
As suas orações foram atendidas.
E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "ESTAÇÃO", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Eles trazem para você a experiência da paz ou fazem você rir. Eles poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Eles geralmente te dão uma quantidade enorme de prazer. Acredite! É real! Mas somente por uma "ESTAÇÃO".
Relacionamentos de uma "VIDA INTEIRA" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. E jamais esquecer ou maltratar um relacionamento de uma "VIDA INTEIRA'.
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente."

Abraço

PS: É claro que esse texto não é meu. A algum tempo eu o recebi de uma grande amiga. É hora de colocá-lo aqui.
PS2: As pessoas para as quais esse texto foi colocado, são religiosas.

6.2.09

Toooooooop Five

Olá...

Como prometido a algumas postagens atrás, aqui está o Top da semana, com os 5 "melhores" nomes da semana, escolhidos pela equipe.

Goncirita
Flodualdo
Flancrislande
Wilsenilson
Zilberlândia

To be continue...

Abraço.

1.2.09

Nada Tendenciosa

Olá...
Uma escritora do site UOL, tentando escrever sobre o Fórum Social Mundial, fez a seguinte colocação: "Organização precária e adesão jovem marcam Fórum Social Mundial em Belém".
Se fosse apénas isso, tudo bem. Mas essa moça, durante sua exímia narrativa, pondera o seguinte: "...o que se viu foi que sobrou adesão da população local e faltou organização dos responsáveis pela edição paraense, que quer pensar e propor "um outro mundo possível". E vai além: "O campus da UFRA concentrou os problemas. O principal deles foi um tumulto que mostrou o mundo real do "outro mundo possível".
Srtª. K. Y. Minha filha já organizou algum encontro que reunisse todo o movimento social do planeta? Os problemas de estrutura, sejam eles quais forem, são uma consequência proporcional ao tamanho de qualquer evento desse tipo. Porque deveria ser diferente com o FSM? Um dos maiores e mais importantes eventos sociais que existe?
E qual a razão em especial de se tentar desviar a atenção das pautas do FSM para problemas periféricos tão rotineiros e que chegam a ser insignificantes perto da capacidade construtíva do Fórum?
E finalmente, que idéia absurda e imbecíl é essa de relacionar o fato do Fórum pensar um outro mundo possível, com os seus problemas de estrutura? Por acaso, os talheres, as privadas e os pneus dos carros são quem vão discutir o futuro do planeta? Ou são pessoas que, provavelmente ao contrário da autora, tem um compromisso social e que são capazes de passar por cima de problemas estruturais como os citados, para que o Fórum acontença?

Abraço.

PS: Ai está o texto da moça: http://noticias.uol.com.br/politica/2009/02/01/ult5773u485.jhtm

31.1.09

Porque abrir bancos ao invés de igrejas?

Olá...

"A crise econômica mudial", vêm tirando o sono de muita gente. E enchendo o saco de muito mais.
Toda uma discussão desnecessária, já que a sua solução está ai, posta em cada esquina. Difundida na faixada luminosa e ofuscante de cada nova igreja aberta.
O mercado da fé está mais forte do que nunca.
Até porque, tem um produto que não é barato e que vende muito. E é ela, inclusive, que todos aqueles "afetados" pela crise, procuram imediatamente. E parece que são muitos.
To até pensando em abrir minha igrejinha. Só não sei se vou conseguir encontrar um nome que ainda não esteja sendo usado.
Esse mercado vêm ocupando um espaço monstruoso na rotina de todos. A contra-gosto de muitos. Hora, será que esses animadores de torcida, não podem comprar um único canal de TV para ficar "semeando a palavra" duranto todo o dia? Precisam ocupar todos os canais?
Porque a Multinacional da Fé do Reino de Deus, insiste numa corrente apénas de 318 Mega empresários? E o restante das 144 Mil vagas das 12 Tribos?
Preenchem cada espaço, negociando a ilusão e a crença alheia como uma mera mercadoria. Na TV, nos pontos de ônibus, nos ônibus...
Com os mais diversos produtos, Cds, DVDs, Shows, curas, amuletos... e aquele que parece estar em liquidação, a salvação em até 10x sem juros.
Alguma possibilidade desse mercado entrar em crise?
Acho que não.
Pois é.. está ai a solução.
Vamos abrir uma igreja em Wall Street. E rezar pra que dê certo.
Alelúia
:)

Abraço

29.1.09

Estava de folga

Olá...

Faz tempo.
Estive meio ocupado nas últimas semanas. Ser o menino da entrega de habilitações é uma coisa muito desgastante.
Fazendo um pequeno resumo dos acontecidos:
O CONEB da UNE aconteceu... do jeito de sempre.
A BIENAL... teve uns shows legais.
E o 1º Trienal Latino Americano de Estudantes, esse... bem, ninguém sabe bem o que foi, ou como foi... mas que ficou bonito no cartaz, isso ficou.
Nesse momento está acontecendo o Fórum Social Mundial, onde eu deveria estar... mas alguém aqui tem que trabalhar né.
As coisas no DETRAN estão indo bem. A cada dia fico mais contagiado com a criavidade do ser humano e com o instito de crueldade dos pais para com seus filhos.
Tanto nome na Bíblia, nas placas das ruas, nas lápides dos cemitérios e mesmo assim a galera insiste em inventar. Uns juntam, outros tiram, alguns misturam, uma criatividade absurda. Em breve irei listar as monumentais nomenclaturas que passam pelo setor de entrega de habilitação. De Juracivaldo, passando por Jeová Jessus dos Santos, até "aquele que já se foi" DE Araújo.
Voltarei a postar com frequência.
Retorno em breve.
Abraço.

PS: To gostando de ver viu Jéssica.
PS2: A maldita 1ª habilitação é entregue em 8 dias úteis, eu disse OITO dias ÚTEIS.
PS3: "aquele que já se foi" = ACM
PS4: Estou falído.

9.1.09

Primeira Semana

Olá...

Uma semana de trabalho. A primeira.
Das 07:30 às 12:00 e de 13:00 às: 16:30, Patrick Campos torná-se o menino da entrega de habilitações do DETRAN-BA.
Nessa primeira semana, alguns fatos não podiam passar despercebidos.
Como os ensinamentos da moça da limpesa. Para acabar com a pressão alta hereditária, basta "REPREENDÉ-LA" que jamais ela (a pressão alta) entrará em sua casa.
Desde já, está Repreendida!
Outra coisa que obviamente foi percebida por todos, e por mim, foi o vestido preto e o perfume inesquecíveis de... Conchita. 1ª Habilitação no dia 07 de Janeiro de 2009.
Entre algumas outras centenas de pessoas extressadas, apressadas, cansadas, empolgadas, muito empolgadas, simpáticas, desnorteadas, perdidas, desinformadas, chatas, feias e... belas.
Mas para todas elas, claro que em especial para as simpáticas e belas do sexo feminino, lá estará este vos escreve.
Espero vocês.

Abraço.

PS: Acredito que a moça da limpesa assiste R.R. Soares.
PS2: Adoro as novas condutoras!!!