23.12.16

Sobre o coração

Que caixinha de surpresas melhor há que o coração?
Por mais que pensemos que sabemos o que há dentro
Ele insiste em mostrar o quanto ingênuos e pouco sábios somos


30.11.16

Ocupações, desdobramentos e desafios

[Texto escrito para Teoria e Debate, disponível em 
http://www.teoriaedebate.org.br/index.php?q=materias%2Fsociedade%2Focupacoes-desdobramentos-e-desafios]

Das diversas formas de luta conhecidas pelos trabalhadores, as ocupações têm sido o principal instrumento adotado na luta contra o golpe. Esse é um fenômeno que precisa ser analisado no detalhe, pois não se trata da ocupação de terras pelos trabalhadores do campo, na luta pela reforma agrária, ou das ocupações de prédios e terrenos urbanos pelos trabalhadores sem teto, mas da ocupação de escolas e universidades pelos filhos e filhas de muitos desses trabalhadores em defesa da educação e da saúde e contra o congelamento dos recursos pelos próximos vinte anos.
Além disso, é preciso tentar compreender, de alguma maneira, as razões que levaram essa forma de luta a tornar-se a mais consistente ação contra o governo golpista e seus ataques aos direitos da classe trabalhadora e quais os passos seguintes a serem dados.

21.11.16

Convocado o 6º Congresso do PT

Texto publicado no Blog Ponto Crítico, disponível em: 
http://pontocritico.org/18/11/2016/convocado-o-6o-congresso-do-pt/

Uma oportunidade de reorganizar o Partido, mudar sua política e organizar a resistência. 
*Por Patrick Campos

Durante os dias 10 e 11 de Novembro, em reunião do Diretório Nacional ocorrida em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores aprovou a convocatória do seu 6º Congresso. Os Congressos e os Encontros do PT sempre foram espaços extremamente importantes para o partido e também para as organizações populares, mas certamente este terá um grau de importância singular.
Afinal, em seus mais de trinta e seis anos de existência, o PT nunca se encontrou numa situação como a de hoje. Colocado na condição de principal responsável pela crise política e econômica vivida pelo país, enfrentando cotidianamente a criminalização por meio do oligopólio da mídia e da grande imprensa, alvo das ações de perseguição política e judicial promovida por membros do aparelho de estado e partidos da direita tradicional.
O resultado, além do impeachment da Presidenta Dilma, pode ser visto no saldo eleitoral de 2016 onde o partido saiu derrotado. Mais que isso, pode ser visto no crescimento do anti-petismo e na vitória da direita. PSDB, PMDB e os partidos que trabalharam para a consolidação do golpe que conduziu Michel Temer à Presidência da República cresceram em números de prefeituras e espaços nas câmaras de vereadores por todo o país.

20.11.16

Sobre encontros e reencontros

Nada como uma amizade.
Daquelas que parecem nunca começar e nunca acabar.
Que muitas vezes sequer parecia existir, mas que o tempo se encarrega de mostrar.
Que parece que estava ali antes mesmo da gente chegar.
Nada como fazer novas amizades.
Nada como encontrar os amigos, ou também, reencontrar amizades.
Lembrar de como tudo começou.
Da primeira tatuagem feita, da primeira banda sugerida, dos primeiros poemas escritos.
Nada como sentir a força revigorante e reconfortante da companhia.
Nada como escrever sobre a maravilha de pensar em quem se gosta antes de dormir.

17.11.16

As ocupações

Disponível também em: http://www.pagina13.org.br/juventude/as-ocupacoes/#.WC2eFtIrK1s
Iniciadas como reação às medidas de limitação nos investimentos na saúde e educação com a PEC 241, tramitando no Senado agora como PEC 55 –, e também como reação à proposta de reforma do ensino médio por meio da Medida Provisória 746/2016, as ocupações estudantis de escolas por todo o Brasil caracterizam-se hoje como a mais contundente reação contra o governo golpista.
Já são mais de mil escolas ocupadas em todo o país e mais de cento e trinta Universidades e Institutos Federais. As ocupações têm resistido às investidas do governo, à criminalização pelo judiciário, à violência brutal das polícias e também as ações criminosas de grupos incentivados e mobilizados por organizações como o MBL.
Principal foco das ocupações, o estado do Paraná, governado pelo agressor de professores Beto Richa, reúne mais de oitocentas ocupações. No último dia 26 de Outubro, uma assembleia conseguiu reunir representantes de mais de seiscentas ocupações, que aprovaram uma pauta de reivindicações, que passa pela não implantação da dita “reforma do ensino médio” e pela anistia aos estudantes ocupantes. Ações semelhantes estão ocorrendo no Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Distrito Federal.
É um sinal da força desta que vem sendo chamada por muitos de “primavera estudantil”. Uma demonstração da capacidade de luta e resistência de setores populares, que muito têm a ensinar. Justamente por isso, é necessário extrairmos algumas lições deste processo.

7.10.16

Sobre o tempo das coisas

Tudo tem seu tempo
Cada um tem seu tempo
E o próprio tempo deve precisar de tempo as vezes
Por isso, é bom lembrar que temos tempo.
Talvez não o tempo que queríamos
Não o tempo que precisávamos
Mas o tempo que deu
E é bom perceber
Pra não dizer que perdeu.

4.10.16

Sobre o resultado eleitoral do PT nas eleições municipais em Petrolina

1. Em Janeiro deste ano escrevemos e fizemos circular um pequeno Plano de Trabalho para o Partido dos Trabalhadores de Petrolina, nele dizíamos que as “eleições municipais de 2016 seriam decisivas para a vida política e eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Por um lado, porque seria o momento de enfrentar os golpistas nas urnas, mensurando o impacto dos ataques da grande mídia, do judiciário e do empresariado no capital eleitoral do PT. Por outro, seria a chance de travar o debate político com os setores da classe trabalhadora que foram as urnas em 2014 defender o projeto petista, que viram frustradas suas expectativas ao longo de todo o ano de 2015 e que esperam uma profunda mudança no governo federal e nas atitudes do PT, principalmente em suas cidades em 2016”.

2. Dizíamos também que seria “imprescindível que o Partido apresentasse candidaturas para a prefeitura e Câmara de Vereadores capazes de fazer o enfrentamento aos golpistas e defender o partido, representando as aspirações e desejos de mudança que os setores da classe trabalhadora querem”.

3. Apresentamos o cenário de que “em Petrolina, a situação do Partido é delicada. Em 2012 a chapa PT-PPS obteve 13.651 votos, numa eleição em que o coeficiente eleitoral foi de 7.498 votos. Sendo que destes apenas quatro candidatos obtiveram votação superior a mil votos, enquanto nenhum outro ultrapassou os 400 votos. O partido ficou em quinto lugar na votação proporcional e terceiro na votação majoritária com 29.506 votos, de um universo 143.513 votos válidos”.