31.12.08

As segundas sempre passam...

- Opa!
- E ai?
- Ta indo pra o Salvador Card?
- Não...
- Hunrum... tem quantos anos?
- 18.
- Olha mermão, não to brincando não. Não vou querer nem teu celular, só o dinheiro.
- Tá... toma ai.
- E se eu achar mais?
- Bicho... ai tu vai levar né.
- O da carteira.
- Todo?
- Tem quanto ai?
- Cem...
-Beleza... eu sigo por aqui, valeu.
-... Valeu.

Assim eu fui assaltado segunda-feira.
E que segunda-feira.
Botei o pé esquerdo primeiro no ônibus.
Minha cadeira estava travada e não descia. Em compensação, a da infeliz que veio em minha frente reclinava até parecer uma cama. Em cima de mim.
O raio X do torax que eu fui apresentar, não serviu. Tive que fazer outro.
O comprovante de residência que eu usar pra abrir a conta, não serviu. Tive que arranjar outro.
E fui assaltado.
E depois de tudo isso, o que eu devia fazer?
Me desesperar? Ir ler Augusto Cury? Escutar NxZero? Votar no DEMOcratas?
Claro que não.
Porque uma coisa que sempre haverá depois de toda segunda-feira... é uma bela e maravilhosa... Terça.

Abraço.

PS: O assaltante tinha um ferimento ainda com pontos no pescoço, carregava uma bolsa velha e estava em frente ao Gbarbosa.
PS2: Nunca digam sua idade a um estranho... ele pode ser um eleitor de João Henrique.

30.12.08

Proletário

Olá...

Estou sendo agarrado por este maldito sistema.
Se manter de forma autônoma e autosuficiente, não está bastando apenas na vida sentimental. É preciso mais.
Com grande contra gosto, me vejo cedendo as pesadas imposições que o capitalismo se utiliza para nos deter.
Seus mecanismo de tortura são fabulosamente maquiavélicos.
Sua capacidade de mortificação contra aqueles que não se rendem, é inimaginável.
Ele é capaz de destruir aqueles que resistem.
...
Mas não serei destruido.
Tenho certeza que não é o fim.
Aglutinar forças de forma imperativa, galgando rumo a um equilibrio, que se faz necessário, antes da grande mudança, é o que farei.
Até lá... apenas não me renderei.

Abraço..

PS: É que parece que consegui um emprego.

25.12.08

Então foi Natal... de novo.

Olá...

Mais um Natal está passando.
A alegria maior de todo camelô e lojas de importados.
Supermercados e lojas com filas intermináveis.
Rios de dinheiro alimentam a indústria da hipocrisia. Do bom velhinho Noel até as rodas de amigos secretos.
Temos que escutar que tudo isso é... uma magia.
Só se for mesmo a de enganar as crianças e achar um crime contar a verdade a elas.
Deseja-se todas as coisas imagináveis a todo mundo... mas para a maioria, apenas da boca pra fora. Mas quem se importa se é verdade ou não?
Basta dizer uma ou duas palavras, normalmente as mesmas, a todo mundo e isso deixa todos contentes.
Epa... todos? Não.
Apenas aqueles que ganharam alguma coisa.
E o que teremos agora? Ano Novo!!!
Meio mundo de gente vestindo branco e jogando caroços para trás. E claro, desejando as mesmas coisas, a todos... mas não fazendo muita coisa pra que elas de tornem realidade.

Abraço

PS: Só por falar nisso... Bom Natal.

23.12.08

Ensaio sobre a cegueira

Petrolina - River Shopping - Cinema

Ensaio sobre a cegueira

Não faço idéia do porque aquela galera ficou cega. Muito menos, do porque a loira não ficou. E ainda menos, a razão de terem voltado a enxergar.
Mas o filme é muito bom.
Infelizmente a minha ignorância não me permitiu VER, o que o filme quis mostrar. Todo aquele lance de sociedade "cega" e tal, não me pareceu muito "claro".
Talvez o fato de uma pessoa enxegar o que as outras não são capazes
Talvez o fato de muitas pessoas não verem o que uma consegue
O que me parece a mesma coisa...
Basicamente é essa a idéia do filme. Fazer com que a gente pense sobre tudo isso...
Estou pensando.

Abraço

PS: Devia ter lido o livro antes...