25.3.15

Convocatória do Campo Popular ao 54º CONUNE

Durante os dias 20, 21 e 22 de Março na Universidade Nove de Julho – SP, ocorreu o 63º CONEG da UNE.
Três convocatórias para o CONUNE, nas quais incluía-se a análise de conjuntura, foram apresentadas.
Segue o texto defendido pelo Campo Popular.

Todas e todos rumo ao 54º Congresso da UNE!Nenhum passo atrás, em frente, venceremos!

1. O ano de 2015 começou com grandes desafios para o conjunto da classe trabalhadora em todo o mundo. A crise estrutural do capitalismo que eclodiu no ano de 2008 na economia dos países centrais, atinge agora um novo patamar. São os países da periferia do capitalismo que sofrem com o impacto da recessão, do desemprego e da perda de recursos humanos e naturais.

19.3.15

"Sem brincadeiras..."

Motivados por uma publicação que dizia: "O sujeito quer que eu olhe para o Levy e veja Revolução Democrática", uma companheira e um companheiro da juventude do PT escreveram:

"O dirigente faz um texto que precisamos ter unidade em um momento como esse e a ação é provocar a formulação séria de uma corrente do partido? Paz entre nós, guerra aos senhores". E "esse tipo de provocação não é a forma mais inteligente de incentivar o debate e contribuir para a unidade em meio a uma conjuntura tão complexa".

O "momento" e a "conjuntura" ao qual ambos se referem é o de crescimento e organização da direita que foi às ruas no dia 15 de março. Por óbvio, acreditam que devemos ter unidade não apenas na ação, mas também na leitura, na opinião, na reflexão e na forma como ela será expressa. Em outras palavras, dadas as circunstâncias, devemos combinar tudo direitinho para ficar parecendo que tudo está bem aqui e o problema é apenas a ameaça do lado de lá.

Espero que não tenha quem duvide do ataque preparado nas linhas inimigas. Mas justamente por isso, não é momento de recuo tático, é preciso partir para a estratégia de ofensiva. E neste "momento" e nesta "conjuntura" isso não é possível sem uma mudança na linha adotada. Mudança na linha que reorganize a tropa e prepare o contra-ataque.

Dessa maneira, ocultar o debate interno no partido, que precisa debater para poder formular, é um contra-senso. Principalmente quando sabemos que para enfrentar os inimigos "do lado de lá", precisamos primeiro definir o que usaremos "do lado de cá". 

A questão portanto é realizar o debate de ideias. Esse debate não pode e nem deve ser realizado nas salas e gabinetes confortáveis dos parlamentares e dirigentes, pois é nas ruas e nas redes a todo momento que o conjunto da classe trabalhadora o está fazendo, com ou sem o PT participar.

Nunca foi uma característica nossa ocultar as divergências, principalmente porque nossa pluralidade de opiniões é uma de nossas maiores qualidades. E neste "momento" e nesta "conjuntura" o Partido dos Trabalhadores precisa comportar-se enquanto tal e avocar para si a tarefa de ser espaço onde os trabalhadores podem debater.

É um erro imaginar que nossas divergências nos enfraquecem. Erro maior é imaginar que não devemos nos utilizar de todas as ferramentas de comunicação para debater, de modo a envolver o máximo de pessoas possível. Erro imensurável é definir divergência como "picuinha".

Se "a conjuntura é séria demais pra brincadeiras", mais séria ainda é para discutir o que fazer e não evitarmos a discussão e os pontos de divergência que precisam ser problematizados.

Mas espero que o problema seja outro. Que não seja a forma da "brincadeira", mas sim seu conteúdo, a tese da Revolução Democrática. Esta, sem dúvidas, ganhou aliados no Partido e no Governo e hoje representa o pensando de alguns de nossos dirigentes e militantes. A tese, "queiram ou não queriam os juízes" é uma das responsáveis por conduzir as coisas ao estado da arte que ela se encontra "do lado de cá". Há quem ache que seja bom, há quem discorde.

Para adiantar, me somo a quem refletindo sobre o assunto escreveu: 

"Dialogando com a DS: que “revolução democrática?" disponível em:
http://5c912a4babb9d3d7cce1-6e2107136992060ccfd52e87c213fd32.r10.cf5.rackcdn.com/wp-content/files/Revista_Esquerda_Petista_1revisadaFinal.pdf 

"Habemus Centro" Disponível em:
http://valterpomar.blogspot.com.br/2011/09/habemus-centro.html 

"Revolução Democratica?" Disponível em: 
http://www.pagina13.org.br/pt/revolucao-democratica/#.VQsKT47F8uc 
  

15.3.15

Das urnas às ruas, novamente!

*Patrick Campos
 
Uma guerra é vencida quando o inimigo é derrotado, reconhece sua derrota e não possui mais condições de reagir. Ao longo do seu curso, muitas batalhas podem ser travadas e cada uma delas pode ou não ser decisiva para o desfecho do conflito.
Desde o ano de 2002 à esquerda e o campo progressista brasileiro vêm obtendo vitórias nas batalhas eleitorais pela Presidência da República. Avançamos sobre o território inimigo e desde e então, travamos as lutas neste ambiente que por muito permaneceu desconhecido.
A última grande batalha travada foi pela reeleição da presidenta Dilma. Em 26 de Outubro a classe trabalhadora brasileira saiu novamente vitoriosa nas urnas. Para tanto, foi preciso primeiro garantir esta vitória nas ruas, através de muita mobilização, enfrentamento e luta contra o adversário.