12.9.12

Uma verdade inconveniente

Quem esteve presente no Estádio do Arruda na noite da última segunda-feira, assistiu a dois episódios que por muito não serão esquecidos. O primeiro, sem dúvida, foi a bela vitória da seleção brasileira sobre a China. O segundo, no entanto, não teve nada de belo. Um ato de desrespeito a democracia por parte de policiais militares da Tropa de Choque que impediram o acesso de torcedores ao estádio.

Ao chegar a entrada 2 do estádio, fui barrado por estar com um adesivo colado à camisa. O adesivo, fazia referência as cores da bandeira do Brasil e o símbolo do partido que apoio, uma bela estrela. Segundo o policial que fez a abordagem, não estava permitida a realização de nenhum tipo de propaganda ou campanha eleitoral dentro do estádio.

Mesmo sem concordar, acatei ao pedido do policial e retirei o adesivo. Um segundo policial que observava a cena, pediu para que abrisse minha bolsa. A revista consistiu num constrangedor ato de retirar panfletos e arremessá-los ao chão. Uma pequena bandeira vermelha que sempre carrego comigo, foi confiscada.

Não bastando, o amigo que vinha comigo viu-se obrigado a trocar de camisa e jogar a outra fora, pois esta possuía uma estrela bordada junto ao peito. Uma cena que deixou perplexos a todos que assistiram.

Conversando com outros policiais para descobrir a razão de tais atitudes, a resposta era padrão: “não está permitida nenhuma campanha dentro do estádio”. Nos deixaram ir ao conferirem que nada nos restava (como até mesmo as roupas).

Discutimos o assunto por algum tempo, indignados com a atitude e a truculência de algumas abordagens, sem entender o motivo real daquela atitude, mas logo nos concentramos no jogo. Vitória do Brasil.

Mas qual não é o meu espanto ao ver em toda a imprensa da cidade, na manhã do dia de hoje (11/09) estampada a foto do Governador do Estado, Eduardo Campos, vestido numa camisa que ostenta o número de seu partido ao receber um prêmio da CBF.

Mas “não está permitida nenhuma campanha dentro do estádio”? Não era verdade. Não era uma regra que servia a todos. A proibição era velada e direcionada. Típica atitude coronelista das velhas e novas oligarquias. Uma verdade inconveniente para muitos. Um absurdo que não poderia passar em branco.

9.9.12

Meu amanha...

Meu amanha foi emprestado!
Posto a disposição
Para que os em que confio
Usassem com toda imaginação

O resultado infelizmente, nao foi o esperado
Fizeram pouco do que podiam
E na maioria, fizeram errado

Hoje ando querendo, recuperar o que emprestei
Meu amanha já usado
Mas que um dia terei!

4.9.12

Noites frias

Era uma fria noite de Ano Novo.
31 de Dezembro do ano de 2007.
Nao foi de propósito. Nao tinha planejado, nem cogitado, sequer imaginado.
Foi derrepente. Simplesmente me vi completamente apaixonado.
Nao e' difícil explicar o porque.
Bastaram-lhe os brincos em argola, a suave e precisa sombra sobre as pálpebras, e o simples e delicado (que lhe desenhava as perfeitas curvas) vestido preto até pouco acima dos joelhos.
Acreditem, pois seria desnecessário qualquer exagero, que naquele instante nao haviam no Universo, elfas, musas ou deusas que se aproximassem da beleza e do encanto de tão extraordinária criatura.
Uma beleza única, singular. Perfeita na sua simplicidade. Inebriante. Apaixonante.
Nesta fria noite de Setembro, mesmo com os anos passados, a lembrança voltou-me recheada de detalhes.
O maior deles: o beijo. Suficiente para inspirar a escrita de um jovem permanentemente apaixonado.