10.8.15

JPT: Os 10 dias que podem nos abalar

"'Esperar' [...] significa deixar passar semanas, 
quando são semanas e dias que decidem tudo atualmente..."
Os 10 dias que abalaram o Mundo. REED, Jonh. 


Os próximos dez dias serão decisivos.
Até vinte de Agosto, data em que ocorrerá em todo o Brasil mobilizações convocadas por movimentos sociais e centrais sindicais em defesa dos direitos sociais, da liberdade, da democracia e contra a política econômica, o cenário é de incertezas.
Até lá, o principal fato destes próximos dias é o ato convocado para o domingo (16) por setores da direita que buscam dar fim imediato ao Governo da presidenta Dilma.
Até lá, as ações de Cunha, Moro, Aécio, Veja e companhia irão dando o tom do que enfrentaremos.
Mas se por um lado esta semana é de ataque maximizado vindo do lado de lá, por outro deve ser de imensa mobilização e organização do lado de cá.
Nesse sentido, a JPT precisa agir imediatamente convocando a juventude trabalhadora a ir às ruas contra o ajuste fiscal e pela mudança na política econômica do Governo.
Não podemos esperar.
As ações construídas pela direita buscam cooptar para suas fileiras justamente os setores da juventude que estão sofrendo os impactos do ajuste fiscal.
Se não agirmos de maneira organizada antes do dia 16, as possibilidades de falharmos na mobilização para o dia 20 são imensas.
Apenas colocando na rua antes deles uma pauta ofensiva e não defensiva, poderemos criar forças para resistir a este novo ataque.
Cada dia é decisivo.
A disputa ideológica que estamos travando com nossos inimigos volta a bater no ponto alto de um ciclo oscilante. 
Terminamos o primeiro semestre com a aprovação da redução da maioridade penal em sua primeira votação na câmara, perdendo politicamente uma importante luta ideológica com os setores reacionários.
Se não agirmos para enfrentar a ofensiva que irá às ruas no próximo domingo, estaremos mais vulneráveis do que nunca.
A juventude petista (não apenas aquela filiada, pois isso reduziria imensamente nossa influência) deve organizar nas escolas, Universidades, locais de trabalho, igrejas, assentamentos, associações de bairro, praças e redes sociais o maior número possível de jovens que se disponham a agir.
Ao longo dos próximos dias devem realizar uma quantidade impossível de ser contada de ações diretas e intervenções públicas que chamem para o dia 20 e alertem para a resistência ao dia 16.
A batalha das ruas precisa ser ganha demarcando território com muitos cartazes, faixas, mensagens e imagens que demonstrem a presença da juventude petista e nossa disposição em disputar os rumos do governo e impedir qualquer tentativa de golpe.
O movimento estudantil, por meio de suas entidades, deve colocar na ordem do dia de suas passagens em sala de aula, dos comitês de greve e nos seus atos a bandeira contra o ajuste fiscal e a defesa de outra política econômica.
O mesmo precisa ser feito pelas Pastorais e toda a rede ecumênica de jovens em seus espaços de organização.
Os sindicatos e as centrais sindicais já estão se articulando, mas os jovens petistas das bases de todos os sindicatos precisam assumir o protagonismo desta luta que será decisiva para os rumos do Partido dos Trabalhadores.
O aviso precisa ser dado a todas e todos.
Disputaremos as ruas novamente, um dia de cada vez. 
São dias que exigirão nosso máximo.
Estejamos preparados.