19.9.15

Núbia

O vento soprava leve na direção do sol
A Núbia fez a volta em torno de si sem pressa
Contornou as águas com delicadeza e rumou para o outro lado
Iara seguia quieta, olhando para o céu despreocupada
Enquanto tudo ao redor parecia espreitar e aguardar
Entre tons de verde e azul, a paisagem refletia a calma de uma tarde de sol entre Petrolina e Juazeiro
A mesma que faz a Núbia desaparecer por trás da Ilha, para tão logo retornar
Com a mesma certeza de que as águas seguirão para o mar

10.9.15

Página 13 entrevista Patrick Campos, candidato à secretário nacional da Juventude Petista

Página 13: Qual balanço você faz sobre a atuação da JPT nos últimos anos?
Patrick: Falando da direção da JPT, afirmo que ela esteve muito abaixo daquilo que a militância petista quis e precisou. Muito abaixo porque ao contrário de organizar a juventude trabalhadora e disputa-la para o petismo, caminhou no sentido da burocratização e do afastamento desta juventude.
As posições acríticas e na maior parte das vezes a falta de posição e opinião política própria fez da JPT uma correia de transmissão do pensamento produzido pelos militantes do Partido no Governo, por parlamentares e figuras da direção partidária.
Certamente não podemos aplicar este mesmo diagnóstico que trata da direção da JPT ao conjunto da militância jovem petista. Mas como resultado desta situação, as centenas de milhares de jovens petistas, filiados ou não, estão longe do cotidiano e da vida partidária, pouco organizados e atuando de maneira dispersa.
A própria atuação da JPT nos movimentos sociais é reflexo desse cenário. Basta citar a atuação dos estudantes petistas na construção da União Nacional dos Estudantes para perceber isso.