20.12.14

Do clandestino na alma...

Há certa clandestinidade nas coisas do amor...
Nos pequenos segredos guardados nas fotos da parede, nas páginas dos cadernos e nos presentes recebidos.
São coisas menos do coração, menos da razão e mais delas mesmas.
Em certo ponto, despidas de grande valor. Mas que valem enquanto ocultos.
São os pequenos mundinhos criados para refúgio da solidão e regozijo do prazer.
São daquelas coisas que nos tornam grandes para nós mesmos.
Terra das fantasias juvenis que aceleram o coração.
Assim é o segredo entre dois, quando ambos sabem.
Apenas clandestino na alma.