20.12.13

PELO FIM DOS ATRASOS NO PAGAMENTO DAS BOLSAS E AUXÍLIOS

*Patrick Campos Araújo

A concepção da Assistência Estudantil tem como um dos seus princípios que: é preciso garantir a permanência das/os estudantes na Universidade, em condições de desempenhar suas atividades acadêmicas e extra acadêmicas, por meio dos subsídios necessários para garantir a equidade de condições àqueles que estão vivendo das mais diversas formas e situações, a condição de estudantes.

Com a expansão do ensino superior que vem ocorrendo ao longo dos últimos dez anos, a demanda por instrumentos de permanência cresceu exponencialmente. Afinal, diferente dos anos noventa, período de maior ofensiva neoliberal na educação brasileira, a primeira década dos anos dois mil ficou marcada como aquela em que mais estudantes ingressaram no ensino superior em toda a história do país.
 
Temos caminhado na democratização do acesso ao ensino superior, seja pela ampliação e construção de novas Universidades e Institutos Federais, seja pela oferta de bolsas e outros incentivos no ensino privado. Esta situação impõe o desafio de superar os velhos problemas do acesso, pondo fim a concepção de Universidade como espaço privilegiado dos ricos, mas enfrentando as contradições da lógica da educação como mercadoria.

18.9.13

Pelo fim da lista de presença

Precisamos ousar. Não podemos aguardar a escola mudar, para fazer as transformações que queremos. Precisamos fazer as transformações que queremos, para a escola mudar. A lista de presença é um meio coercitivo, opressor e antidemocrático de garantir a presença de estudantes em salas de aula. A liberdade de participação nas classes precisa ser compreendida como um princípio fundamental do aprendizado, uma vez que os indivíduos são livres para aprender, conhecer e experimentar. O direito a experimentação e ao conhecimento para além das paredes da sala de aula, deve ser garantido e assegurado, não punido. A lista de presença cumpre papeis distintos de acordo com nível de educação, se escolar ou universitário e também se público ou privado.
Nas escolas, a lista de presença serve como segurança meramente jurídica e controle de onde o jovem ou a jovem esteve durante determinado período. Esta segurança e este controle atende unicamente os interesses daqueles que pretendem manter os estudantes encarcerados e sob vigilância constante, por enxergar nestes perigos em potencial para si e em especial para a sociedade.

25.8.13

Do que não se pôde dizer...

Como água enchendo os pulmões
E o suspiro que não chega
Sufocante é a palavra que não é dita.
Quando esta é o ultimo ou único recurso
E transforma-se na prisão da expressão
Sufoca.
Quando dizer é mais que fazer e torna-se o único querer...

26.5.13

Dos "facilitadores"...

Há quem deseje as facilidades
Como há os que querem as facilitações
Com nenhum destes me importo
Dede que busquem e mereçam, sem ninguém prejudicar

Mas torno-me um indignado
Com os "facilitadores"
Não estes que querem
Mas aqueles que apenas fazem, o fácil.

Aqueles sangue-sugas egoístas
Vazios de solidariedade
Ocupados por um enxame de abelhas
Que cegam, ensurdecem e emudecem

São pesos inúteis e difíceis de carregar
Mas que apenas carregados saem do lugar
Espíritos mesquinhos e pequenos
Típicos do covarde ao vacilar

Quando crianças, sabíam
Que pelo caminho fácil, o lobo encontrariam
E quando adultos, esquecem
Quando pode já não haver um caçador a lhes salvar.

20.5.13

Do que permanece...

No amor há daquilo do mágico
Como o impossível feito simples
Que encanta ao revelado

Do que é capaz de perdurar
Mesmo após o intentado
E deixa seus vestígios, nos olhos deslumbrados

Como a mágica que acabou
E a tudo transformou... Vestido e carruagem
Mas o sapatinho, lembre, este ainda ficou.



3.5.13

Da amizade...

Com o tempo, nos juntamos
E a cada dia, em cada novo reencontro
Refirmamos, no sentimento não dito
A força daquilo que criamos

As vezes não é possível o contato
O tempo, torna-se escasso
Mas o fantástico então se mostra
Pois não era preciso o dia-a-dia nem a troca

Alguns, chegam sem avisar
Fazendo verdadeiro estardalhaço
Naquilo que antes parecia
Nem haver mais espaço

Mas sempre há, e sempre haverá
No íntimo e no escrachado
Das formas mais estranhas de embaraço
A pura certeza do que é amado


28.4.13

Do que se gosta

Por vezes, está no desconhecido
Outras, no que mais se conhece
Mas nunca no que se esquece
Apenas, as vezes, passa despercebido

4.2.13

UM CHAMADO A JUVENTUDE DO PT


*Patrick Campos

Em nossa história, que tem como marca registrada lutas e resistências, novos capítulos vêm sendo escritos. Desta vez, ou melhor, mais uma vez, um diminuto grupo de novos poderosos conseguiu acumular forças para submeter à grande maioria a sua vontade. Uma desproporcional e ameaçadora força econômica, que se impõe a política, as leis e até mesmo a justiça. 

Nestas circunstâncias, onde a democracia decai e se desvirtua para a demagogia, um chamado a classe trabalhadora pernambucana se faz indispensável. Primeiro, reconhecendo que na batalha diária da luta de classes, apenas a nós podemos contar como companheiros. Segundo, identificando e reconhecendo a existência dos nossos inimigos, mesmo quando estes parecem estar ao nosso lado.

Nesta batalha campal, de desdobramentos imprevisíveis, a juventude deve cumprir um papel estratégico e decisivo. Nunca foi nossa característica a submissão e a complacência. Não é agora que estas nefastas características devem nos surgir. Mesmo com as grandes dificuldades impostas pela lógica do sistema, os momentos de dificuldade devem ser também momentos de aprendizado.

Do que basta

"Que sempre nos baste o conforto da simplicidade, para assim, não cansarmos em nenhuma luta".