25.1.16

Guarabira

Já está difícil contar em quantos lugares morei.
Mas de estado, deve ser o quarto ou quinto.
Sei que é a terceira universidade, ao menos neste curso.
Guarabira tem pairado em planos há meses.
Lugar bucólico onde desacelerar é a meta.
Cuidar do corpo e da mente, outra.
Escrever estas linhas sentado no banco da rodoviária deve ser sintomático do quanto a experiência vai exigir.
O primeiro dia foi de uma brochante ida a faculdade e uma curiosa tentativa de encontrar moradia.
Se tudo der certo, a rodoviária continuará vizinha, a espreita. Pelo jeito, como dona Adalgisa.

23.1.16

Sobre a bad da volta no tempo

Se você está aí também, não está sozinho.
Também voltei.
Achei que não acabaria.
Não sei como ter certeza que acabou.
Pareceram horas.
Vi muitos. Re-vi inúmeros.
Tantas faces, cores, sorrisos.
Não sei como começou nem como acabou.
Mas estive lá.
Voltei no tempo.

12.1.16

Do que é interessante

Peço a Deus para que ela se torne cada vez mais interessante
O convívio e a rotina revelam o que nenhum microscópio é capaz
Que não seja apenas o medo da perda ou o conforto da companhia que mantenha o amor
Que ele se baste
E que quando fraqueje, não seja o desinteresse que sueja em seu lugar

8.1.16

Caixa 1018

Só mesmo a poesia para aguentar as filas dos bancos
Os inúmeros tons de azul torturam o olhar
Quanta gente
Para que filas?
Para que guardar todas as contas e pagá-las no mesmo dia?
Típico de quem prende o cabelo em rabo de cavalo com um laço azul daqueles
1018
O caixa parece conspirar junto ao casal
Deveria ser proibido levar clipes de papel para as filas
É sinal de que não se preocupa com os demais da fila
Piores que essas, apenas as que lhe passam a senha errada.