31.8.14

De Agosto...

Como o oitavo de uma família de doze
Vem como qualquer outro
Já não causa mais surpresa como um novo
Mas não passa como se um qualquer fosse

Tem sabor, dor e gosto
Deixa marcas que se arrastam
Com a inquietude dos que passam
Passa sempre o mês de Agosto.

27.8.14

De certa coisa...

Sem dúvidas é um dos melhores companheiros e uma das melhores companhias.
Danado é quando sabemos exatamente qual queremos e não encontramos de jeito nenhum. Daqueles que parecem esgotados.
Tem vezes que não adianta nem fazer pedido. Procuramos, perguntamos, pedimos, nos dispomos até a pagar caro (comprometendo o que não temos), e nada.
Até desistirmos de procurar. Aí é quando retomamos um velho, um daqueles que estavam ali fazia tempos e não ligavamos pra ele. Ou, o que também por vezes acontece, é que encontramos um perdido. De baixo de uma pilha de outros. Ou sozinho, num canto.
E quão prazeroso é quando ele nos surpreende.
Daqueles que começam sem gerar expectativa, até mesmo com um velho cliché. Mas que de repente te prende. Daqueles que te faz devorar horas do tempo. Que faz o mundo ao redor perder o sentido. Que faz com que fiquemos felizes, tristes, indignados, chateados, perplexos, encatados, emociados, que faz a gente rir feito bobo do nada.
Ah, esses são os melhores.
Que faz até a gente ficar chato por só saber falar dele.
Que vira nossa cabeça e nos faz querer contestar tudo e todos.
Mas que começa a nos deixar preocupados e ansiosos quando percebemos que vai chegando no final. Que a gente não sabe se vai ter continuação e tudo o que há, pode chegar ao fim em breve.
Que faz a gente começar a ir mais devagar. Tentando aproveitar ao máximo cada pedacinho, cada partezinha só pra ficar mais tempo com ele.
É como se já não soubéssemos o que fazer depois que ele acabasse.
É normalmente quando descobrimos que, não há final. Que continua, mas que ainda não dá pra saber como.
Coisa louca é o amor...


24.8.14

De quando vai se perdendo...

Mesmo na multidão, é aquele que considera mais confiável, quem o cãozinho vai procurar.
Como fica, pois, quando na esperança de um biscoito, não lhe vem mais que um rápido afago na cabeça.

18.8.14

Notas sobre os desafios das juventudes em Pernambuco



 * Patrick Campos Araújo

Seguindo a tendência nacional, a população jovem de Pernambuco (compreendida como aquela na faixa etária entre 15 e 29 anos) cresceu.  Já somos em 2014 mais de ¼ dos pernambucanos, com uma maioria de mulheres, negras e pardas (IBGE 2010).
Este chamado “bônus demográfico” tem sido um dos grandes fatores do ciclo de crescimento econômico de Pernambuco. Da população economicamente ativa do estado, que já supera a inativa, cerca de 36% são jovens.
Aliada deste processo de crescente da população jovem, o estado recebeu ao longo dos últimos doze anos um conjunto de investimentos que nos permitiram um salto nos índices de emprego, renda e educação.
Todavia, tudo isso num ritmo que inicialmente teve que superar os catastróficos anos de governos neoliberais que entregaram a iniciativa privada o BANDEPE (Banco do Estado de Pernambuco), a CELPE, companhia elétrica estadual, sucatearam os serviços públicos de saúde, educação e segurança, além das enormes taxas de desemprego.
Fazer um balanço profundo das transformações vividas pelo estado e seus desdobramentos para juventude é algo imprescindível para seguirmos uma escala ascendente de ampliação da qualidade de vida e de direitos para a juventude pernambucana.
Em especial porque, analisando pontualmente algumas questões, é nítida a necessidade de políticas estaduais de juventude que, de maneira colaborativa e integrada, consolidem as mudanças proporcionadas pelas ações do Governo Federal.

15.8.14

Dos momentos...

As vezes é apenas porque acaba a luz que perdemos o melhor do filme.
Assim como é, quando na festa, a mãe liga, o pai aparece...
De toda forma, que não seja pela falta do ingresso ou por não ter saído de casa que ficamos sem matar a vontade.

11.8.14

Dos dias de paz em tempos de guerra...

Travamos batalhas diárias na guerra da vida. Lutamos por tudo e alguns, os imprescindíveis, por todos.
O cansaço é um acompanhante que sempre nos ronda, a espreita. E não raro, traz consigo outros amigos para nos observar.
No entanto, devemos mante-los sempre a distância. Se possível, evitar até mesmo avista-los, para que não se permita que sequer acenem em nossa direção.
Está ai uma companhia da qual não se deve partilhar.
Especialmente porque, em momentos, raros para uns e as vezes nem tanto para outros, são outras companhias que conseguimos.
Felizes daqueles que pelo caminho, cruzam com o amor.
Perto deste, aqueles outros sequer se aproximam.
Sua companhia fortalece, revigora, inspira.
Nos consagra dias de paz, em tempos que as vezes aparentam tão difíceis.
Uma paz que reside na frágil mas ao mesmo tempo firme presença e existência de outro ser.
Felizes dos que não cansam pelo caminho, pois estes, amarão e mudarão o mundo!

6.8.14

Das descobertas

Descobri um Amor. E ele tem asas...
Já o tinha avistado ao longe algumas poucas vezes. O via voando por entre as nuvens, as vezes nas copas das árvores e não raras vezes, em bando...
Mas nunca o tinha visto tão de perto. Nunca havia conseguido contempla-lo com tanta proximidade.
É que parece que ele pousou.
Certamente não pelo cansaço, mas por ter encontrando um cantinho com tudo o que ele precisa para descansar um pouco.
É uma casinha linda.
A dona, tem alimentado seu novo hospede com tanto carinho, que não será de admirar que em breve haja quem sabe um ninho...
Ele não deixou de ter asas. Sabe que pode sair voando por aí quando quiser.
Mas por hora, e com o desejo de que estas sejam muitas, é ali que ele quer ficar.