23.11.12

Pergunte...

O governo Eduardo Campos é inimigo dos trabalhadores.
A seis anos, derrotamos a velha e caduca elite, para levar ao poder, a nova.
Travestida em belos discursos e chamativos olhos verdes, a maioria de nós foi induzida ao erro de eleger um traidor de classe Governador do Estado.
Como os velhos coronéis da Republica do Café com Leite, o atual ocupante do Palácio do Campo das Pricesas usa mãos de ferro, com o nome de plano de metas, para fazer valer a sua vontade. Esta, por sua vez, cada dia mais distante do povo pernambucano.
É preciso denunciar o caráter conservador e de direita deste governo, capitaneado por uma organização que a cada dia é menos Partido e nada socialista.
Pergunte...
Pergunte ao servidor publico estadual mais próximo, o que ele acha da valorização de seu trabalho e de sua remuneração.
Pergunte ao artista mais próximo o que ele acha dos editais do governo. Melhor ainda, pergunte, a quem deles tenha prestado serviço ao governo, quanto tempo levou para receber, se é que recebeu.
Pergunte aos estudantes, professores e servidores, menos ao reitor e vice, da Universidade de Pernambuco, qual a situação da UPE.
Pergunte aos moradores da periferia do Recife onde está o Pacto Pela Vida e a Patrulha dos Bairros.
Pergunte aos moradores do sertão pernambucano, cade a água.
Pergunte aos estudantes do Recife o que acontece quando se reclama do aumento da passagem.
Pergunte aos pacientes das UPAs o que eles acham delas. Depois pergunte o que eles fazem quando precisam de uma consulta, um remédio, ou um simples acompanhamento.
Pergunte ao mais entendido representante do governo, qual a maior política publica de juventude em execução. Depois, pergunte a opinião da Secretária.
Por fim, pergunte o que os usineiros acham do governo. Ao BID e ao Banco Mundial. Pergunte o mesmo a João Carlos Paes Mendonça, aos donos da Moura Dubeux, da OAS, da Queiroz Galvao... Aproveita e pergunta também ao Jarbas Vasconcelos.
Pergunte...
Depois, tire suas próprias conclusões.

19.11.12

Da intimidade

Os beijos eram curtos, mas acertados.
E quando demorados, firmes e delicados.
Pelo que pareceu muito, ficamos ali.
Ao cruzamento dos olhares, que quando assim, se penetravam.
Um carinho simples, verdadeiro e querido.
Bastaram aquelas poucas horas para descobrir que não é preciso tempo, para intimidade.
Basta, a vontade.

10.11.12

Suficiente

Foi rápido, mas suficiente.
Algo, na simplicidade, a tornava diferente.
Sem falar no sorriso embriagante. Que sorriso. Inesquecível.
Inesquecível como o luar das noites sem estrela.
Inesquecível como apenas o inesquecível pode ser.

Foi rápido, mas suficiente.

1.11.12

Boas lembranças

Alegremo-nos a cada lembrança de cada paixão.
Cada pequeno detalhe.
As paixões são o carvão que precisa ser arremessado à lareira da vida.
Vez por outra assopramos uma brasa para reacende-la e fazer o fogo trepidar.
As lembranças, que invariavelmente se colocam em nossa frente, são este sopro.
Alegremo-nos então por ter nosso espirito aquecido.