14.9.10

Lá se vão 20 anos...

Acordei com 20 anos de idade.
Custei a levantar da cama, pensando no que isso representa.
São duas décadas. Duzentos e quarenta meses que findaram fazendo deste que vos escreve, apenas mais um menino de vinte anos.
Quanto tinha quatorze, pensava que logo logo estaria longe de casa, morando sozinho, estudando, com alguma renda, fazendo novos amigos e me divertindo muito. Até ai, consegui fazer tudo. Com muita felicidade e algum arrependimento.
Felicidade por ter a família que tenho; por ter conseguido em tão pouco tempo, fazer os amigos que fiz; e mesmo hoje, achando a vida chata pra caramba, conseguir me divertir com ela.
Admiro os sortudos e hipócritas que dizem de nada se arrependerem, pois eu tenho os meus arrependimentos.
Queria deixar este registro público, mesmo sem saber se quando tiver trinta anos, o tempo não terá se encarregado de mostrar que fiz as coisas e escolhas certas, sem caber então, este arrependimento que hoje é tão perene.
Deixei para trás, quando tinha 17, uma menina. Foi sem dúvida a decisão mais estúpida que já tomei até hoje, porque me baseava no que me parecia ser a razão, sendo que daquela vez, deveria ter deixado que ela não controlasse tanto meus sentimentos. Se puder, ainda consertarei isso.
Não consegui descobrir porque perdi um amigo. Não deveria ter me afastado e mesmo distante, quando percebi que ele precisava de ajuda tinha que saber como ajudá-lo. E isso já não dá pra consertar.
Tem mais duas ou três coisas menos significantes, as quais dou conta de certeza.
Em vinte anos aprendi a confiar nas pessoas e ter fé nelas. Seria muito mais fácil sentir isso por um Deus, mas... as pessoas existem.
Lá se vão vinte anos de muitas viagens, gente conhecida e planos feitos. De muita diversão e aprendizado. De dúvidas e embaraços.

Acordei com 20 anos, mas não os sinto ainda. Só que espero senti-lo, quando os próximo vierem.

São os meus 20 anos.