21.10.08

Bezerra desmamada

Parece que algumas atitudes tomadas durante as eleições em Petrolina, repertiram de forma bem ruim para alguns figurões da política na cidade.
A falta de apoio ao candidato Gonzaga Patriota-PSB, derrotado nas eleições municipais pelo Sr. Júlio Lóssio-PMDB, da coligação PMDB-PSDB-DEM (ex-PFL), foi o estopim dentro do Partido Socialista do governador Eduardo Campos.
Patriota teve que disputar uma eleição sob um clima de instabilidade partidária. O que se via nas ruas, era um apoio maior dos partidos da base aliada, do que o próprio partido do candidato. Isso se expressou bem, nos adesivos e Outdoors que espalhavam mensagens como “Odacy eu queria votar em você”. Odacy Amorim, atual prefeito, que assumiu após a saída de Fernando Bezerra Coelho para uma secretaria do governo do estado, disputou a convenção interna do partido mas perdeu para Patriota, que tem a simpatia da maioria dos filiados no partido.
Em algumas declarações Patriota diz que foi traído pelos seus “companheiros” de partido em Petrolina. O que não deixa de ser verdade.
Durante a história política do Deputado, ele e o secretário FBC se enfrentaram como ferrenhos inimigos políticos. Um “acaso” do destino, os colocou no mesmo partido. Que neste momento é o do Governador do Estado. Patriota está nele a mais de 15 anos. FBC ainda está verde no partido, entrou recentemente, após largar o PPS.
Atitudes como não aparecer nos palanques, não estar presente nos guias, não convocar a militância foram fatores decisivos para o acontecido no último fim de semana, noticiado pelo reporter Machado Freire e também no Blog do Magno Martíns, que é a saída do secretário e provavelmente dos seus seguidores do PSB.
Algo esperado por muitos desde o período eleitoral, por mim inclusive, por não conseguir enxegar nenhuma coerência política na situação. Pelo contrário. A permanencia dos dois no mesmo partido era uma agressão à história politica petrolinense, que somente colaborava para o aumento da descrença popular na democrácia, nos políticos, nos partidos e no sistema político brasileiro.
Demorou.
Mas finalmente, na minha opinião, a esquerda poderá se sentir um pouco mais confortável na sua casa, por poder confiar mais naqueles que a compõem. Sentimento que andava meio perdido nos últimos três anos em Petrolina.
Resta saber, após o PSB tomar a sua atitude, quem acolherá o secretário e seus correligionarios.
Sinceramente, espero que nenhum da verdadeira esquerda.

Abraço.

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