30.12.15

Curta opinião sobre o Movimento da Juventude Petista

Será preciso um tempo que não dispomos ainda para um balanço que dê conta das implicações na militância petista, do 3º Congresso Nacional da Juventude do PT.
Apesar disso, o movimento da juventude petista precisa ser melhor compreendido com certa urgência.
Trata-se de uma articulação nacional que visa dirigir politicamente o conjunto da militância da juventude petista.
Não se trata de direção paralela. Tampouco de instância partidária.

26.12.15

Opiniões sobre direções e dirigentes [2]

Uma organização de juventude possui um desafio permanente: a construção de instâncias de direção, formada por jovens quadros dirigentes que conheçam profundamente a história da organização.
É um desafio porque, o acumulo da memória história não é algo simples.
É um desafio porque, a velocidade da transitoriedade da condição de juvenil por vezes não corresponde a da trajetória militante.
É um desafio porque, o risco de desacumular em um curto espaço de tempo é enorme.
Basta falhar na formação de uma geração de quadros dirigentes, para regredir muitos passos.
Basta falhar na formação de uma geração de quadros dirigentes, para que os outros jovens da organização precisem continuar por mais tempo tocando determinadas tarefas.
Basta falhar na formação de uma geração de quadros dirigentes, para que um plano de trabalho de médio e longo prazo precise ser revisto, as vezes, em sua integralidade.
A alterativa para impedir essas falhas foi encontrada por determinadas organizações de juventude através do acompanhamento das tarefas de juventude por dirigentes não jovens.
Convenhamos que se trata de uma saída que resolve o problema.

19.12.15

Opiniões sobre direções e dirigentes [1]

No ano de 2011 teve inicio a tarefa de reorganização da Juventude da AE em Pernambuco.
Os motivos que levaram a necessidade de reorganização podem ser conhecidos através dos e-mails, do plano de trabalho e dos boletins/informativos da JAE-PE publicados naquele ano.
A experiência é a principal base das reflexões deste texto. 
A diferenciação necessária entre o militante que ocupa um espaço de direção e o militante dirigente.
Tem sido cada vez mais comum a denominação de dirigente ao militante que ocupa espaço de direção ou que dirige determinada ação.

30.11.15

Sobre AGE OF EMPIRES e certas disputas políticas

Age of Empires foi um jogo que marcou minha infância.
Passávamos dias organizando nossas cidades, construindo casas, criando fazendas, trabalhando na coleta de madeira, ouro e carne para a produção de melhores ferramentas, maquinaria e etc.
Tudo sempre associado a organizacao dos exércitos para a defesa e o ataque aos adversários que vez por outra se aproximavam para guerrear.
Era um baita jogo e na locadora toda a turma se divertia jogando junto numa mesma fase por dias, esperando o melhor momento para iniciar as batalhas, que sempre levava muito tempo para começar ate que tivéssemos tudo que precisávamos.
A estratégia era tudo.
Lembro muito bem do dia em que apareceu um menino que venceu todo mundo em meia hora.
Todos ficaram sem entender e óbvio admirados. Afinal, ninguém jamais tinha visto um lança foguetes em plena idade do bronze.
Descobrimos após dias o segredo do rapaz. Ele usava o que convencionou-se chamar de "manha".
Ele simplesmente não precisava fazer nada do que fazíamos para conseguir coletar madeira, ouro e carne para iniciar a produção.
Bastava digitar uns poucos códigos e imediatamente passava a ter todos os itens infinitos. Outros códigos, e podia criar armas que ninguém mais possuía. E assim, vencia todos rapidamente.
No início, todo mundo queria aprender as manhas e jogar daquele jeito.
Mas foi o fim do jogo.
Logo todo mundo foi perdendo a vontade de jogar. Não tinha mais graça. Todos tinham vidas infinitas, recursos infinitos e armas infinitas. Ninguém mais ganhava. De repente, ninguém mais sabia jogar sem as manhas. Depois, ninguém mais jogava.
Acordei com essa lembrança.
Com uma baita vontade de jogar Age. 
E com a lembrança de que lá na locadora de videogames a turma mudou de jogo e uma nova regra foi criada e colocada num papel e pregada na parede:

" É proibido roubar!"
A maior parte de nós foi jogar CS...

29.11.15

3º Congresso Nacional da Juventude do PT

De 19 a 22 de novembro em Brasília-DF ocorreu o 3º Congresso Nacional da Juventude do PT. Realizado após três meses de etapas municipais e estaduais, o congresso nacional teve 332 delegadas/os credenciados, sendo proporcionalmente o menor de todas as etapas nacionais já realizadas após o atual modelo ser estabelecido em 2008. Significa a representação de 7.968 jovens filiados ao PT, em um universo de mais de 160 mil aptos.
Resultado de um processo carregado de problemas desde o inicio, onde não foram preparadas as condições básicas para o cumprimento do regimento, em seu conjunto foi marcado pelas sucessivas alterações regimentais, por imensa falta de transparência no acesso as informações e pela restrição da democracia à imposição das vontades e interesses de parcela dos membros da Comissão Organizadora Nacional.
Assim, o 3º CONJPT teve seu papel completamente modificado. Deixou de ser o momento em que a militância discutiria e construiria o conjunto da política da Juventude do PT, para ser o espaço de imposição das vontades de uma maioria que agiu sistematicamente para produzir um resultado numérico que lhe fosse favorável, independente do debate político e do cumprimento das regras regimentais ou simplesmente das regras básicas da democracia.
Por estas razões e pela avaliação de que o resultado eleitoral de um congresso construído com estes pilares, além de não possuir legitimidade, não colocaria a Juventude do Partido dos Trabalhadores a altura de enfrentar e vencer os desafios políticos que se colocam diante dela, um grande conjunto de militantes decidiu construir uma saída.

5.11.15

Entrevista para o Jornal Página 13 de Novembro de 2015


Página 13. Boa notícia a eleição da Adriele?
Patrick. Ótima notícia. Será extremamente importante para o PT gaúcho ter uma secretária de juventude que esteja disposta a encampar bandeiras como o Encontro Extraordinário, a luta contra as políticas de ajuste fiscal recessivo do governo federal e o enfretamento ao desastroso governo Sartori.
A juventude trabalhadora do Rio Grande do Sul que trava uma grande batalha contra os projetos de desmonte e precarização da UERGS, de ataque aos direitos a meia passagem e ao corte orçamentário que parcela salários, precisará de uma organização da juventude petista com condições de organizar a luta.
A eleição da Adriele representa este projeto que deseja encarar de frente estas questões. Neste novo ciclo de organização da juventude petista, a JPT-RS certamente será uma das protagonistas e tem todas as condições de arrastar o conjunto do partido para travar os grandes combates que se apresentam.

E a eleição do Pedro?
A JPT do Rio Grande do Norte foi sem dúvida alguma uma das secretarias mais atuantes do último período. Mesmo com a direção nacional sancionando reeleições tácitas e desmontando a juventude petista na maior parte do país, nas terras potiguares a militância deu exemplo de organização.
A eleição de Pedro Feitosa representa justamente esta linha de combate. Cabe destacar que em vários momentos de vacilo da direção partidária foi a JPT no Rio Grande do Norte quem mobilizou e articulou as lutas na defesa da democracia, contra o golpismo e no enfrentamento a direita.
Com a política sempre no comando, a JPT-RN vem conseguindo dar respostas firmes a crise política e organizativa do partido. Seu trabalho de nucleação, formação política e de comunicação certamente irão contribuir para a organização da juventude trabalhadora do estado e influenciará também a juventude petista em todo o país.

13.10.15

Juventude e Trabalho

[Texto publicado no Jornal Página 13 de Outubro de 2015]

Os dados sobre a juventude trabalhadora no Brasil revelam a importância desta parcela da população para o país e do quanto é preciso ter atenção quando o assunto é juventude e trabalho.

Segundo o Estatuto da Juventude, instituído pela lei 12.852 de 2013, “são consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 (quinze) e 29 (vinte e nove) anos de idade”. Considerando que a Constituição Federal estabelece a idade mínima de 16 anos para o trabalho, não sendo na condição de aprendiz, existem no Brasil cerca de 45 milhões de pessoas com idade de 16 a 29 anos (PNAD, 2013).

Destes, mais de 31 milhões estão trabalhando (27,44 milhões) ou a procura de emprego, compondo a chamada População Economicamente Ativa-PEA (Informe da Previdência Social, Maio de 2015, V. 27, nº 05).

Merece destaque o fato que dentre estes últimos, o índice de desocupação, ou seja, de quem está buscando se inserir no mercado de trabalho aumenta conforme diminui a idade, sendo de 20% entre aqueles de 16 a 19 anos, de 11, 9% entre aqueles de 20 a 24 anos e de 8% entre aqueles de 25 a 29 anos. Ou seja, quanto mais jovem, mais difícil conseguir emprego.

Em 2013, segundo a PNAD, a caracterização da população desocupada era de que “31,0% nunca tinham trabalhado; 32,7% eram jovens de 18 a 24 anos de idade; 60,5% eram pretos ou pardos; e 51,2% deles não tinham completado o ensino médio”.