Age of Empires foi um jogo que marcou minha infância.
Passávamos dias organizando nossas cidades, construindo casas, criando fazendas, trabalhando na coleta de madeira, ouro e carne para a produção de melhores ferramentas, maquinaria e etc.
Tudo sempre associado a organizacao dos exércitos para a defesa e o ataque aos adversários que vez por outra se aproximavam para guerrear.
Era um baita jogo e na locadora toda a turma se divertia jogando junto numa mesma fase por dias, esperando o melhor momento para iniciar as batalhas, que sempre levava muito tempo para começar ate que tivéssemos tudo que precisávamos.
A estratégia era tudo.
Lembro muito bem do dia em que apareceu um menino que venceu todo mundo em meia hora.
Todos ficaram sem entender e óbvio admirados. Afinal, ninguém jamais tinha visto um lança foguetes em plena idade do bronze.
Descobrimos após dias o segredo do rapaz. Ele usava o que convencionou-se chamar de "manha".
Ele simplesmente não precisava fazer nada do que fazíamos para conseguir coletar madeira, ouro e carne para iniciar a produção.
Bastava digitar uns poucos códigos e imediatamente passava a ter todos os itens infinitos. Outros códigos, e podia criar armas que ninguém mais possuía. E assim, vencia todos rapidamente.
No início, todo mundo queria aprender as manhas e jogar daquele jeito.
Mas foi o fim do jogo.
Logo todo mundo foi perdendo a vontade de jogar. Não tinha mais graça. Todos tinham vidas infinitas, recursos infinitos e armas infinitas. Ninguém mais ganhava. De repente, ninguém mais sabia jogar sem as manhas. Depois, ninguém mais jogava.
Acordei com essa lembrança.
Com uma baita vontade de jogar Age.
E com a lembrança de que lá na locadora de videogames a turma mudou de jogo e uma nova regra foi criada e colocada num papel e pregada na parede:
" É proibido roubar!"
A maior parte de nós foi jogar CS...
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