23.1.16

Sobre a bad da volta no tempo

Se você está aí também, não está sozinho.
Também voltei.
Achei que não acabaria.
Não sei como ter certeza que acabou.
Pareceram horas.
Vi muitos. Re-vi inúmeros.
Tantas faces, cores, sorrisos.
Não sei como começou nem como acabou.
Mas estive lá.
Voltei no tempo.

12.1.16

Do que é interessante

Peço a Deus para que ela se torne cada vez mais interessante
O convívio e a rotina revelam o que nenhum microscópio é capaz
Que não seja apenas o medo da perda ou o conforto da companhia que mantenha o amor
Que ele se baste
E que quando fraqueje, não seja o desinteresse que surja em seu lugar

8.1.16

Caixa 1018

Só mesmo a poesia para aguentar as filas dos bancos
Os inúmeros tons de azul torturam o olhar
Quanta gente
Para que filas?
Para que guardar todas as contas e pagá-las no mesmo dia?
Típico de quem prende o cabelo em rabo de cavalo com um laço azul daqueles
1018
O caixa parece conspirar junto ao casal
Deveria ser proibido levar clipes de papel para as filas
É sinal de que não se preocupa com os demais da fila
Piores que essas, apenas as que lhe passam a senha errada.

30.12.15

Curta opinião sobre o Movimento da Juventude Petista

Será preciso um tempo que não dispomos ainda para um balanço que dê conta das implicações na militância petista, do 3º Congresso Nacional da Juventude do PT.
Apesar disso, o movimento da juventude petista precisa ser melhor compreendido com certa urgência.
Trata-se de uma articulação nacional que visa dirigir politicamente o conjunto da militância da juventude petista.
Não se trata de direção paralela. Tampouco de instância partidária.

26.12.15

Opiniões sobre direções e dirigentes [2]

Uma organização de juventude possui um desafio permanente: a construção de instâncias de direção, formada por jovens quadros dirigentes que conheçam profundamente a história da organização.
É um desafio porque, o acumulo da memória história não é algo simples.
É um desafio porque, a velocidade da transitoriedade da condição de juvenil por vezes não corresponde a da trajetória militante.
É um desafio porque, o risco de desacumular em um curto espaço de tempo é enorme.
Basta falhar na formação de uma geração de quadros dirigentes, para regredir muitos passos.
Basta falhar na formação de uma geração de quadros dirigentes, para que os outros jovens da organização precisem continuar por mais tempo tocando determinadas tarefas.
Basta falhar na formação de uma geração de quadros dirigentes, para que um plano de trabalho de médio e longo prazo precise ser revisto, as vezes, em sua integralidade.
A alterativa para impedir essas falhas foi encontrada por determinadas organizações de juventude através do acompanhamento das tarefas de juventude por dirigentes não jovens.
Convenhamos que se trata de uma saída que resolve o problema.

19.12.15

Opiniões sobre direções e dirigentes [1]

No ano de 2011 teve inicio a tarefa de reorganização da Juventude da AE em Pernambuco.
Os motivos que levaram a necessidade de reorganização podem ser conhecidos através dos e-mails, do plano de trabalho e dos boletins/informativos da JAE-PE publicados naquele ano.
A experiência é a principal base das reflexões deste texto. 
A diferenciação necessária entre o militante que ocupa um espaço de direção e o militante dirigente.
Tem sido cada vez mais comum a denominação de dirigente ao militante que ocupa espaço de direção ou que dirige determinada ação.

30.11.15

Sobre AGE OF EMPIRES e certas disputas políticas

Age of Empires foi um jogo que marcou minha infância.
Passávamos dias organizando nossas cidades, construindo casas, criando fazendas, trabalhando na coleta de madeira, ouro e carne para a produção de melhores ferramentas, maquinaria e etc.
Tudo sempre associado a organizacao dos exércitos para a defesa e o ataque aos adversários que vez por outra se aproximavam para guerrear.
Era um baita jogo e na locadora toda a turma se divertia jogando junto numa mesma fase por dias, esperando o melhor momento para iniciar as batalhas, que sempre levava muito tempo para começar ate que tivéssemos tudo que precisávamos.
A estratégia era tudo.
Lembro muito bem do dia em que apareceu um menino que venceu todo mundo em meia hora.
Todos ficaram sem entender e óbvio admirados. Afinal, ninguém jamais tinha visto um lança foguetes em plena idade do bronze.
Descobrimos após dias o segredo do rapaz. Ele usava o que convencionou-se chamar de "manha".
Ele simplesmente não precisava fazer nada do que fazíamos para conseguir coletar madeira, ouro e carne para iniciar a produção.
Bastava digitar uns poucos códigos e imediatamente passava a ter todos os itens infinitos. Outros códigos, e podia criar armas que ninguém mais possuía. E assim, vencia todos rapidamente.
No início, todo mundo queria aprender as manhas e jogar daquele jeito.
Mas foi o fim do jogo.
Logo todo mundo foi perdendo a vontade de jogar. Não tinha mais graça. Todos tinham vidas infinitas, recursos infinitos e armas infinitas. Ninguém mais ganhava. De repente, ninguém mais sabia jogar sem as manhas. Depois, ninguém mais jogava.
Acordei com essa lembrança.
Com uma baita vontade de jogar Age. 
E com a lembrança de que lá na locadora de videogames a turma mudou de jogo e uma nova regra foi criada e colocada num papel e pregada na parede:

" É proibido roubar!"
A maior parte de nós foi jogar CS...