30.11.15

Sobre AGE OF EMPIRES e certas disputas políticas

Age of Empires foi um jogo que marcou minha infância.
Passávamos dias organizando nossas cidades, construindo casas, criando fazendas, trabalhando na coleta de madeira, ouro e carne para a produção de melhores ferramentas, maquinaria e etc.
Tudo sempre associado a organizacao dos exércitos para a defesa e o ataque aos adversários que vez por outra se aproximavam para guerrear.
Era um baita jogo e na locadora toda a turma se divertia jogando junto numa mesma fase por dias, esperando o melhor momento para iniciar as batalhas, que sempre levava muito tempo para começar ate que tivéssemos tudo que precisávamos.
A estratégia era tudo.
Lembro muito bem do dia em que apareceu um menino que venceu todo mundo em meia hora.
Todos ficaram sem entender e óbvio admirados. Afinal, ninguém jamais tinha visto um lança foguetes em plena idade do bronze.
Descobrimos após dias o segredo do rapaz. Ele usava o que convencionou-se chamar de "manha".
Ele simplesmente não precisava fazer nada do que fazíamos para conseguir coletar madeira, ouro e carne para iniciar a produção.
Bastava digitar uns poucos códigos e imediatamente passava a ter todos os itens infinitos. Outros códigos, e podia criar armas que ninguém mais possuía. E assim, vencia todos rapidamente.
No início, todo mundo queria aprender as manhas e jogar daquele jeito.
Mas foi o fim do jogo.
Logo todo mundo foi perdendo a vontade de jogar. Não tinha mais graça. Todos tinham vidas infinitas, recursos infinitos e armas infinitas. Ninguém mais ganhava. De repente, ninguém mais sabia jogar sem as manhas. Depois, ninguém mais jogava.
Acordei com essa lembrança.
Com uma baita vontade de jogar Age. 
E com a lembrança de que lá na locadora de videogames a turma mudou de jogo e uma nova regra foi criada e colocada num papel e pregada na parede:

" É proibido roubar!"
A maior parte de nós foi jogar CS...

29.11.15

3º Congresso Nacional da Juventude do PT

De 19 a 22 de novembro em Brasília-DF ocorreu o 3º Congresso Nacional da Juventude do PT. Realizado após três meses de etapas municipais e estaduais, o congresso nacional teve 332 delegadas/os credenciados, sendo proporcionalmente o menor de todas as etapas nacionais já realizadas após o atual modelo ser estabelecido em 2008. Significa a representação de 7.968 jovens filiados ao PT, em um universo de mais de 160 mil aptos.
Resultado de um processo carregado de problemas desde o inicio, onde não foram preparadas as condições básicas para o cumprimento do regimento, em seu conjunto foi marcado pelas sucessivas alterações regimentais, por imensa falta de transparência no acesso as informações e pela restrição da democracia à imposição das vontades e interesses de parcela dos membros da Comissão Organizadora Nacional.
Assim, o 3º CONJPT teve seu papel completamente modificado. Deixou de ser o momento em que a militância discutiria e construiria o conjunto da política da Juventude do PT, para ser o espaço de imposição das vontades de uma maioria que agiu sistematicamente para produzir um resultado numérico que lhe fosse favorável, independente do debate político e do cumprimento das regras regimentais ou simplesmente das regras básicas da democracia.
Por estas razões e pela avaliação de que o resultado eleitoral de um congresso construído com estes pilares, além de não possuir legitimidade, não colocaria a Juventude do Partido dos Trabalhadores a altura de enfrentar e vencer os desafios políticos que se colocam diante dela, um grande conjunto de militantes decidiu construir uma saída.

5.11.15

Entrevista para o Jornal Página 13 de Novembro de 2015


Página 13. Boa notícia a eleição da Adriele?
Patrick. Ótima notícia. Será extremamente importante para o PT gaúcho ter uma secretária de juventude que esteja disposta a encampar bandeiras como o Encontro Extraordinário, a luta contra as políticas de ajuste fiscal recessivo do governo federal e o enfretamento ao desastroso governo Sartori.
A juventude trabalhadora do Rio Grande do Sul que trava uma grande batalha contra os projetos de desmonte e precarização da UERGS, de ataque aos direitos a meia passagem e ao corte orçamentário que parcela salários, precisará de uma organização da juventude petista com condições de organizar a luta.
A eleição da Adriele representa este projeto que deseja encarar de frente estas questões. Neste novo ciclo de organização da juventude petista, a JPT-RS certamente será uma das protagonistas e tem todas as condições de arrastar o conjunto do partido para travar os grandes combates que se apresentam.

E a eleição do Pedro?
A JPT do Rio Grande do Norte foi sem dúvida alguma uma das secretarias mais atuantes do último período. Mesmo com a direção nacional sancionando reeleições tácitas e desmontando a juventude petista na maior parte do país, nas terras potiguares a militância deu exemplo de organização.
A eleição de Pedro Feitosa representa justamente esta linha de combate. Cabe destacar que em vários momentos de vacilo da direção partidária foi a JPT no Rio Grande do Norte quem mobilizou e articulou as lutas na defesa da democracia, contra o golpismo e no enfrentamento a direita.
Com a política sempre no comando, a JPT-RN vem conseguindo dar respostas firmes a crise política e organizativa do partido. Seu trabalho de nucleação, formação política e de comunicação certamente irão contribuir para a organização da juventude trabalhadora do estado e influenciará também a juventude petista em todo o país.

13.10.15

Juventude e Trabalho

[Texto publicado no Jornal Página 13 de Outubro de 2015]

Os dados sobre a juventude trabalhadora no Brasil revelam a importância desta parcela da população para o país e do quanto é preciso ter atenção quando o assunto é juventude e trabalho.

Segundo o Estatuto da Juventude, instituído pela lei 12.852 de 2013, “são consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 (quinze) e 29 (vinte e nove) anos de idade”. Considerando que a Constituição Federal estabelece a idade mínima de 16 anos para o trabalho, não sendo na condição de aprendiz, existem no Brasil cerca de 45 milhões de pessoas com idade de 16 a 29 anos (PNAD, 2013).

Destes, mais de 31 milhões estão trabalhando (27,44 milhões) ou a procura de emprego, compondo a chamada População Economicamente Ativa-PEA (Informe da Previdência Social, Maio de 2015, V. 27, nº 05).

Merece destaque o fato que dentre estes últimos, o índice de desocupação, ou seja, de quem está buscando se inserir no mercado de trabalho aumenta conforme diminui a idade, sendo de 20% entre aqueles de 16 a 19 anos, de 11, 9% entre aqueles de 20 a 24 anos e de 8% entre aqueles de 25 a 29 anos. Ou seja, quanto mais jovem, mais difícil conseguir emprego.

Em 2013, segundo a PNAD, a caracterização da população desocupada era de que “31,0% nunca tinham trabalhado; 32,7% eram jovens de 18 a 24 anos de idade; 60,5% eram pretos ou pardos; e 51,2% deles não tinham completado o ensino médio”.

19.9.15

Núbia

O vento soprava leve na direção do sol
A Núbia fez a volta em torno de si sem pressa
Contornou as águas com delicadeza e rumou para o outro lado
Iara seguia quieta, olhando para o céu despreocupada
Enquanto tudo ao redor parecia espreitar e aguardar
Entre tons de verde e azul, a paisagem refletia a calma de uma tarde de sol entre Petrolina e Juazeiro
A mesma que faz a Núbia desaparecer por trás da Ilha, para tão logo retornar
Com a mesma certeza de que as águas seguirão para o mar

10.9.15

Página 13 entrevista Patrick Campos, candidato à secretário nacional da Juventude Petista

Página 13: Qual balanço você faz sobre a atuação da JPT nos últimos anos?
Patrick: Falando da direção da JPT, afirmo que ela esteve muito abaixo daquilo que a militância petista quis e precisou. Muito abaixo porque ao contrário de organizar a juventude trabalhadora e disputa-la para o petismo, caminhou no sentido da burocratização e do afastamento desta juventude.
As posições acríticas e na maior parte das vezes a falta de posição e opinião política própria fez da JPT uma correia de transmissão do pensamento produzido pelos militantes do Partido no Governo, por parlamentares e figuras da direção partidária.
Certamente não podemos aplicar este mesmo diagnóstico que trata da direção da JPT ao conjunto da militância jovem petista. Mas como resultado desta situação, as centenas de milhares de jovens petistas, filiados ou não, estão longe do cotidiano e da vida partidária, pouco organizados e atuando de maneira dispersa.
A própria atuação da JPT nos movimentos sociais é reflexo desse cenário. Basta citar a atuação dos estudantes petistas na construção da União Nacional dos Estudantes para perceber isso.

10.8.15

JPT: Os 10 dias que podem nos abalar

"'Esperar' [...] significa deixar passar semanas, 
quando são semanas e dias que decidem tudo atualmente..."
Os 10 dias que abalaram o Mundo. REED, Jonh. 


Os próximos dez dias serão decisivos.
Até vinte de Agosto, data em que ocorrerá em todo o Brasil mobilizações convocadas por movimentos sociais e centrais sindicais em defesa dos direitos sociais, da liberdade, da democracia e contra a política econômica, o cenário é de incertezas.
Até lá, o principal fato destes próximos dias é o ato convocado para o domingo (16) por setores da direita que buscam dar fim imediato ao Governo da presidenta Dilma.
Até lá, as ações de Cunha, Moro, Aécio, Veja e companhia irão dando o tom do que enfrentaremos.
Mas se por um lado esta semana é de ataque maximizado vindo do lado de lá, por outro deve ser de imensa mobilização e organização do lado de cá.
Nesse sentido, a JPT precisa agir imediatamente convocando a juventude trabalhadora a ir às ruas contra o ajuste fiscal e pela mudança na política econômica do Governo.
Não podemos esperar.
As ações construídas pela direita buscam cooptar para suas fileiras justamente os setores da juventude que estão sofrendo os impactos do ajuste fiscal.
Se não agirmos de maneira organizada antes do dia 16, as possibilidades de falharmos na mobilização para o dia 20 são imensas.
Apenas colocando na rua antes deles uma pauta ofensiva e não defensiva, poderemos criar forças para resistir a este novo ataque.
Cada dia é decisivo.
A disputa ideológica que estamos travando com nossos inimigos volta a bater no ponto alto de um ciclo oscilante. 
Terminamos o primeiro semestre com a aprovação da redução da maioridade penal em sua primeira votação na câmara, perdendo politicamente uma importante luta ideológica com os setores reacionários.
Se não agirmos para enfrentar a ofensiva que irá às ruas no próximo domingo, estaremos mais vulneráveis do que nunca.
A juventude petista (não apenas aquela filiada, pois isso reduziria imensamente nossa influência) deve organizar nas escolas, Universidades, locais de trabalho, igrejas, assentamentos, associações de bairro, praças e redes sociais o maior número possível de jovens que se disponham a agir.
Ao longo dos próximos dias devem realizar uma quantidade impossível de ser contada de ações diretas e intervenções públicas que chamem para o dia 20 e alertem para a resistência ao dia 16.
A batalha das ruas precisa ser ganha demarcando território com muitos cartazes, faixas, mensagens e imagens que demonstrem a presença da juventude petista e nossa disposição em disputar os rumos do governo e impedir qualquer tentativa de golpe.
O movimento estudantil, por meio de suas entidades, deve colocar na ordem do dia de suas passagens em sala de aula, dos comitês de greve e nos seus atos a bandeira contra o ajuste fiscal e a defesa de outra política econômica.
O mesmo precisa ser feito pelas Pastorais e toda a rede ecumênica de jovens em seus espaços de organização.
Os sindicatos e as centrais sindicais já estão se articulando, mas os jovens petistas das bases de todos os sindicatos precisam assumir o protagonismo desta luta que será decisiva para os rumos do Partido dos Trabalhadores.
O aviso precisa ser dado a todas e todos.
Disputaremos as ruas novamente, um dia de cada vez. 
São dias que exigirão nosso máximo.
Estejamos preparados.