4.2.13

UM CHAMADO A JUVENTUDE DO PT


*Patrick Campos

Em nossa história, que tem como marca registrada lutas e resistências, novos capítulos vêm sendo escritos. Desta vez, ou melhor, mais uma vez, um diminuto grupo de novos poderosos conseguiu acumular forças para submeter à grande maioria a sua vontade. Uma desproporcional e ameaçadora força econômica, que se impõe a política, as leis e até mesmo a justiça. 

Nestas circunstâncias, onde a democracia decai e se desvirtua para a demagogia, um chamado a classe trabalhadora pernambucana se faz indispensável. Primeiro, reconhecendo que na batalha diária da luta de classes, apenas a nós podemos contar como companheiros. Segundo, identificando e reconhecendo a existência dos nossos inimigos, mesmo quando estes parecem estar ao nosso lado.

Nesta batalha campal, de desdobramentos imprevisíveis, a juventude deve cumprir um papel estratégico e decisivo. Nunca foi nossa característica a submissão e a complacência. Não é agora que estas nefastas características devem nos surgir. Mesmo com as grandes dificuldades impostas pela lógica do sistema, os momentos de dificuldade devem ser também momentos de aprendizado.

Do que basta

"Que sempre nos baste o conforto da simplicidade, para assim, não cansarmos em nenhuma luta".

26.12.12

Do cuidado...

Há uma enorme responsabilidade em entrar na vida de outra pessoa.
Por isso, é preciso cuidado.
Não o faça se não estiver disposto a assumir as consequências de seus atos e omissões.
Mas faça sempre, sempre que o coração assim lhe permitir.
Mas por isso, é preciso cuidado.
Não se é "eternamente responsável por aquilo que cativas".
Esta responsabilidade cabe ao cativado.
Principalmente por isso, é preciso cuidado.

13.12.12

Da cautela...

Nos entreguemos aos sentimentos.
E na entrega, saibamos senti-los. 
Com a cautela dos sonhadores,
que aos poucos,
aprendem os seus sentidos.

8.12.12

Ela...

Ela...
Aquela do sorriso.
Ganhou-me apenas assim.
Sorrindo.
E agora, numa noite onde apenas dela lembro,
A vejo,
Sorrindo.

4.12.12

Meia-entrada no debate do Estatuto da Juventude

Em texto publicado no sítio eletrônico da União Nacional dos Estudantes em Novembro deste ano, diretores da UNE e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas defenderam “a meia-entrada para os estudantes, vinculada às carteirinhas da UNE e UBES” bem como “para o jovem de baixa renda que não estuda”.

O debate orbita a discussão central do Estatuto da Juventude, em vias de aprovação no Senado Federal, questão da mais alta relevância para o conjunto das juventudes no Brasil, pois trata da consolidação e ampliação dos direitos dos jovens.

Exatamente por isso, as afirmações do texto publicado no site da UNE suscitam uma discussão mais aprofundada. É de causar estranheza que sejam exatamente aqueles que historicamente lutaram para que o direito a meia-entrada se tornasse uma realidade, agora sejam os que trabalham por sua mitigação.

A luta pelo direito a meia-entrada marcou a história recente do movimento estudantil brasileiro. Foi por meio de suas principais entidades e da participação de cada uma e cada um das/os estudantes que saímos vitoriosas/os.

Mas cabe aqui fazer um parêntese.

23.11.12

Pergunte...

O governo Eduardo Campos é inimigo dos trabalhadores.
A seis anos, derrotamos a velha e caduca elite, para levar ao poder, a nova.
Travestida em belos discursos e chamativos olhos verdes, a maioria de nós foi induzida ao erro de eleger um traidor de classe Governador do Estado.
Como os velhos coronéis da Republica do Café com Leite, o atual ocupante do Palácio do Campo das Pricesas usa mãos de ferro, com o nome de plano de metas, para fazer valer a sua vontade. Esta, por sua vez, cada dia mais distante do povo pernambucano.
É preciso denunciar o caráter conservador e de direita deste governo, capitaneado por uma organização que a cada dia é menos Partido e nada socialista.
Pergunte...
Pergunte ao servidor publico estadual mais próximo, o que ele acha da valorização de seu trabalho e de sua remuneração.
Pergunte ao artista mais próximo o que ele acha dos editais do governo. Melhor ainda, pergunte, a quem deles tenha prestado serviço ao governo, quanto tempo levou para receber, se é que recebeu.
Pergunte aos estudantes, professores e servidores, menos ao reitor e vice, da Universidade de Pernambuco, qual a situação da UPE.
Pergunte aos moradores da periferia do Recife onde está o Pacto Pela Vida e a Patrulha dos Bairros.
Pergunte aos moradores do sertão pernambucano, cade a água.
Pergunte aos estudantes do Recife o que acontece quando se reclama do aumento da passagem.
Pergunte aos pacientes das UPAs o que eles acham delas. Depois pergunte o que eles fazem quando precisam de uma consulta, um remédio, ou um simples acompanhamento.
Pergunte ao mais entendido representante do governo, qual a maior política publica de juventude em execução. Depois, pergunte a opinião da Secretária.
Por fim, pergunte o que os usineiros acham do governo. Ao BID e ao Banco Mundial. Pergunte o mesmo a João Carlos Paes Mendonça, aos donos da Moura Dubeux, da OAS, da Queiroz Galvao... Aproveita e pergunta também ao Jarbas Vasconcelos.
Pergunte...
Depois, tire suas próprias conclusões.