*Patrick Campos
Em nossa história, que tem como
marca registrada lutas e resistências, novos capítulos vêm sendo escritos. Desta
vez, ou melhor, mais uma vez, um diminuto grupo de novos poderosos conseguiu
acumular forças para submeter à grande maioria a sua vontade. Uma
desproporcional e ameaçadora força econômica, que se impõe a política, as leis
e até mesmo a justiça.
Nestas circunstâncias, onde a democracia decai e se
desvirtua para a demagogia, um chamado a classe trabalhadora pernambucana se
faz indispensável. Primeiro, reconhecendo que na batalha diária da luta de
classes, apenas a nós podemos contar como companheiros. Segundo, identificando
e reconhecendo a existência dos nossos inimigos, mesmo quando estes parecem
estar ao nosso lado.
Nesta batalha campal, de
desdobramentos imprevisíveis, a juventude deve cumprir um papel estratégico e
decisivo. Nunca foi nossa característica a submissão e a complacência. Não é
agora que estas nefastas características devem nos surgir. Mesmo com as grandes
dificuldades impostas pela lógica do sistema, os momentos de dificuldade devem
ser também momentos de aprendizado.