4.4.21

Sobre as confidências para a solidão

A solidão é uma companheira 

Amiga, fiel e também conselheira 

Mas é uma desgraçada, como qualquer amigo 

Que sem pena nem dó, nos atira verdades na cara


E a verdade sobre a solidão é que ela não nos deixa 

Mesmo quando acompanhados

Sua presença pode ser sentida, bem ali, do lado

Cochichando aquelas verdades que em confidência falamos ao acaso

15.3.21

Dos velhos poemas

Reler velhos poemas, esquecidos, é sempre uma primeira vez

Como sentir o sabor do beijo 

Aquela delícia que é o desejo

Do que perigosamente se fez


E a lembrança desperta a vontade

Pois o gosto do que é bom não se evade

Fica na língua marcado

Como quando ela termina e todo o corpo parece ter sido amado


2.3.21

Xxx

Está tocando aquela música.

Sorrio. Afinal, ela é sobre sorrir.

E como não sorrir ao lembrar daquele sorriso.


Permiti o que não devia.

Mas descobri que queria.

E que linda descoberta.


Passei a sorrir nos dias ruins.


31.12.20

13.6.17

Assistencialismo parlamentar: limites entre o público e o privado


Você consegue imaginar a cena de um agente policial entregando sua arma e algemas à um cidadão civil e dizendo “resolva o seu problema”? Provavelmente não. Afinal, sabemos que o policial, no exercício de sua função, tem que agir conforme a lei e não transferir sua responsabilidade para o privado. Assim como sabemos que qualquer agente público que utiliza a prerrogativa do cargo para atentar contra os princípios da administração pública violando os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, incorre em crime de improbidade (Lei 8.429/92).
Nesse sentido, por qual motivo parece ter se tornado natural que parlamentares utilizem sua prerrogativa de mandatários para, ao invés de elaborar e fiscalizar o cumprimento das leis que beneficiem o total da população, atuar de forma privada direcionando sua ação para o atendimento de maneira particular das necessidades exclusivas daquelas e daqueles que por alguma razão chegam às portas de seus gabinetes?

8.5.17

O jovem prefeito que esqueceu da juventude


Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era novo jovem
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer
Velha roupa colorida – Belchior


Eleito Prefeito de Petrolina em 2016 com 60.509 votos, o Deputado Estadual de 26 anos Miguel Coelho carregou ao longo de toda a campanha eleitoral a imagem do jovem político, que pela juventude, representaria o novo, o moderno e o diferente. Sua própria marca de Governo confirma que o jovem Prefeito concorda, pois sua gestão se propõe a construir um “Novo Tempo” para Petrolina.

Sem nenhuma dúvida a população torce pelo seu sucesso. Que ele não apenas cumpra suas promessas de campanha, mas que consiga ir além, correspondendo às expectativas de seus eleitores e surpreendendo positivamente aqueles que não lhe deram o voto. Afinal, uma vez eleito, é o Prefeito de toda a cidade.
E quem se preocupa com a cidade e deseja de alguma maneira contribuir com sua cidadania, precisa sempre fazer a sua parte, seja cobrando, seja denunciando, seja elogiando ou agindo quando necessário. É assim que deve se comportar um indivíduo na vida em sociedade. Quando muitos se ajudam, poucos precisarão ser ajudados.
É por esta razão que levantamos algumas ponderações sobre os rumos do novo governo Coelho. Pois dizem especialistas em política que os Cem primeiros dias de uma gestão revelam como ela será até o fim. Outros afirmam que são os seis primeiros meses. E ainda existem aqueles que defendem que um Governo pode mudar completamente até seu último minuto.

23.12.16

Sobre o coração

Que caixinha de surpresas melhor há que o coração?
Por mais que pensemos que sabemos o que há dentro
Ele insiste em mostrar o quanto ingênuos e pouco sábios somos