* Patrick Campos Araújo
Seguindo a tendência nacional, a população jovem de Pernambuco
(compreendida como aquela na faixa etária entre 15 e 29 anos) cresceu. Já somos em 2014 mais de ¼ dos pernambucanos,
com uma maioria de mulheres, negras e pardas (IBGE 2010).
Este chamado
“bônus demográfico” tem sido um dos grandes fatores do ciclo de crescimento econômico
de Pernambuco. Da população economicamente ativa do estado, que já supera a
inativa, cerca de 36% são jovens.
Aliada deste
processo de crescente da população jovem, o estado recebeu ao longo dos últimos
doze anos um conjunto de investimentos que nos permitiram um salto nos índices
de emprego, renda e educação.
Todavia,
tudo isso num ritmo que inicialmente teve que superar os catastróficos anos de
governos neoliberais que entregaram a iniciativa privada o BANDEPE (Banco do
Estado de Pernambuco), a CELPE, companhia elétrica estadual, sucatearam os
serviços públicos de saúde, educação e segurança, além das enormes taxas de
desemprego.
Fazer um
balanço profundo das transformações vividas pelo estado e seus desdobramentos
para juventude é algo imprescindível para seguirmos uma escala ascendente de
ampliação da qualidade de vida e de direitos para a juventude pernambucana.
Em especial
porque, analisando pontualmente algumas questões, é nítida a necessidade de
políticas estaduais de juventude que, de maneira colaborativa e integrada,
consolidem as mudanças proporcionadas pelas ações do Governo Federal.