Educação. Tem que pagar? O quanto puder!
Por muito tempo aqui no Brasil, as cobranças de mensalidade pareciam ser uma regalia apenas das grandes instituições de ensino Católicas. Aqueles Colégios cheios de freiras e Universidades dentro de Paróquias. Mas parece que o mundo dos negócios anda meio difícil até pra o povo de Deus.
É inquestionável o grande aumento das IES (Instituições de Ensino Superior) Privadas. Inquestionável mesmo, pois estão praticamente na esquina de todas as nossas ruas, oferecendo todo o tipo de curso, com qualquer tipo de professor. E sabe que tem gente que acredita que essas coisas até podem ser boas! Verdade... tem gente que paga. E paga caro.
A cartilha Neo-Liberal elaborada no fim da década de 70 pelo Banco Mundial, dizia, quando o assunto era educação, que investir na educação superior nas regiões da América do Sul, África e Sul da Ásia era o mesmo que... gastar dinheiro para reinventar a roda. Isso chegou aos ouvidos de alguns de nossos ex-presidentes, que... não queriam reinventar a roda. Para eles bastava exportar suco de laranja e controlar a inflação.
Desta forma, a educação superior no Brasil mateve o viés que sempre teve, altamente elitista, onde somente entravam os filhos brancos daqueles que podiam pagar os velhos e "bons" colégios católicos.
Mas como nem a força de todos os Orixás do Dique do Tororó foi capaz de impedir que o presidente Fernando Henrique Cardoso posiciona-se o Brasil, no mercado internacional, como a barraca de feira mais atrativa do bairro, ou seja, o país com mais incentivos à entrada de capital internacional, nosso Ensino Superior aprofundou ainda mais suas raizes lá no extrangeiro.
Durante toda a década de 90, não só espalharam-se por todo o país aqueles conhecidos "Cursinhos Pré-vestibulares", como também o surgimento dos grandes conglomerados internacionais de ensino.
Os cursinhos são velhos conhecidos. São aquelas ferramentas que os donos das IES privadas ou colégios particulares usam para captanear mais recursos dos mesmos estudantes que podem pagar. E sob qual argumento? Garantir que as vagas que eles têm nas suas IES, sejam para todos esses meninos que são tão espertos. Verdadeiros... Grandes Mestres.
Já os Conglomerados Internacionais, se traduzem na organização de dirversas Instituições/Fundações, aparentemente brasileiras, mas que têm a sua sede lá nos States.
Na verdade é exatamente a transformação da educação em um mero e simples produto de mercado. A lógica do mercado, desde sempre foi Oferta x Demanda. A demanda no Brasil é alta. A oferta de vagas públicas não.
É nessa condição que o grande capital internacional aperta os trabalhadores contra a parede. Dizendo sempre que: "sem educação, ninguém vai a lugar nenhum".
Mas qual educação? Eles não dizem. Pois não é a que oferecem.
O velho paradigma positivista poderia dar a base de uma educação tecnóloga, instrumentalizada no desenvolvimento das forças produtivas com caráter técnico. Mas educação não é isso...
No caminho da emancipação do homem, um modelo de educação forjado para atender os interesses econômicos do setor privado, e pior, setor privado internacional, não é o que precisamos.
Uma velha máxima do movimento estudantil diz que Educação não é Mercadoria.
E não é mesmo, porque as boas mercadorias passam por um bom controle de qualidade. E não há controle de qualidade da educação, muito menos quando o importante é apenas pagar a sua mensalidade para pegar o seu diploma no fim do "curso" e se tornar... seja lá o que ache que se tornou.
Ontem, 04/06/2010 foi divulgada a venda da Unifacs (Universidade Salvador) para Rede Laureate Internacional Universities.
*Patrick Campos Araújo é estudante de Direito
Ultimamente, militante dele mesmo.
Por muito tempo aqui no Brasil, as cobranças de mensalidade pareciam ser uma regalia apenas das grandes instituições de ensino Católicas. Aqueles Colégios cheios de freiras e Universidades dentro de Paróquias. Mas parece que o mundo dos negócios anda meio difícil até pra o povo de Deus.
É inquestionável o grande aumento das IES (Instituições de Ensino Superior) Privadas. Inquestionável mesmo, pois estão praticamente na esquina de todas as nossas ruas, oferecendo todo o tipo de curso, com qualquer tipo de professor. E sabe que tem gente que acredita que essas coisas até podem ser boas! Verdade... tem gente que paga. E paga caro.
A cartilha Neo-Liberal elaborada no fim da década de 70 pelo Banco Mundial, dizia, quando o assunto era educação, que investir na educação superior nas regiões da América do Sul, África e Sul da Ásia era o mesmo que... gastar dinheiro para reinventar a roda. Isso chegou aos ouvidos de alguns de nossos ex-presidentes, que... não queriam reinventar a roda. Para eles bastava exportar suco de laranja e controlar a inflação.
Desta forma, a educação superior no Brasil mateve o viés que sempre teve, altamente elitista, onde somente entravam os filhos brancos daqueles que podiam pagar os velhos e "bons" colégios católicos.
Mas como nem a força de todos os Orixás do Dique do Tororó foi capaz de impedir que o presidente Fernando Henrique Cardoso posiciona-se o Brasil, no mercado internacional, como a barraca de feira mais atrativa do bairro, ou seja, o país com mais incentivos à entrada de capital internacional, nosso Ensino Superior aprofundou ainda mais suas raizes lá no extrangeiro.
Durante toda a década de 90, não só espalharam-se por todo o país aqueles conhecidos "Cursinhos Pré-vestibulares", como também o surgimento dos grandes conglomerados internacionais de ensino.
Os cursinhos são velhos conhecidos. São aquelas ferramentas que os donos das IES privadas ou colégios particulares usam para captanear mais recursos dos mesmos estudantes que podem pagar. E sob qual argumento? Garantir que as vagas que eles têm nas suas IES, sejam para todos esses meninos que são tão espertos. Verdadeiros... Grandes Mestres.
Já os Conglomerados Internacionais, se traduzem na organização de dirversas Instituições/Fundações, aparentemente brasileiras, mas que têm a sua sede lá nos States.
Na verdade é exatamente a transformação da educação em um mero e simples produto de mercado. A lógica do mercado, desde sempre foi Oferta x Demanda. A demanda no Brasil é alta. A oferta de vagas públicas não.
É nessa condição que o grande capital internacional aperta os trabalhadores contra a parede. Dizendo sempre que: "sem educação, ninguém vai a lugar nenhum".
Mas qual educação? Eles não dizem. Pois não é a que oferecem.
O velho paradigma positivista poderia dar a base de uma educação tecnóloga, instrumentalizada no desenvolvimento das forças produtivas com caráter técnico. Mas educação não é isso...
No caminho da emancipação do homem, um modelo de educação forjado para atender os interesses econômicos do setor privado, e pior, setor privado internacional, não é o que precisamos.
Uma velha máxima do movimento estudantil diz que Educação não é Mercadoria.
E não é mesmo, porque as boas mercadorias passam por um bom controle de qualidade. E não há controle de qualidade da educação, muito menos quando o importante é apenas pagar a sua mensalidade para pegar o seu diploma no fim do "curso" e se tornar... seja lá o que ache que se tornou.
Ontem, 04/06/2010 foi divulgada a venda da Unifacs (Universidade Salvador) para Rede Laureate Internacional Universities.
*Patrick Campos Araújo é estudante de Direito
Ultimamente, militante dele mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário