[Publicado também em http://pontocritico.org/08/05/2017/o-jovem-prefeito-que-esqueceu-da-juventude/]
Você consegue imaginar a cena de um agente policial entregando sua
arma e algemas à um cidadão civil e dizendo “resolva o seu problema”?
Provavelmente não. Afinal, sabemos que o policial, no exercício de sua
função, tem que agir conforme a lei e não transferir sua
responsabilidade para o privado. Assim como sabemos que qualquer agente
público que utiliza a prerrogativa do cargo para atentar contra os
princípios da administração pública violando os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, incorre em crime
de improbidade (Lei 8.429/92).
Nesse sentido, por qual motivo parece ter se tornado natural que
parlamentares utilizem sua prerrogativa de mandatários para, ao invés de
elaborar e fiscalizar o cumprimento das leis que beneficiem o total da
população, atuar de forma privada direcionando sua ação para o
atendimento de maneira particular das necessidades exclusivas daquelas e
daqueles que por alguma razão chegam às portas de seus gabinetes?