*Patrick Campos Araújo
A concepção da Assistência Estudantil tem como um dos seus princípios
que: é preciso garantir a permanência das/os estudantes na Universidade, em
condições de desempenhar suas atividades acadêmicas e extra acadêmicas, por
meio dos subsídios necessários para garantir a equidade de condições àqueles
que estão vivendo das mais diversas formas e situações, a condição de
estudantes.
Com a expansão do ensino superior que
vem ocorrendo ao longo dos últimos dez anos, a demanda por instrumentos de
permanência cresceu exponencialmente. Afinal, diferente dos anos noventa,
período de maior ofensiva neoliberal na educação brasileira, a primeira década
dos anos dois mil ficou marcada como aquela em que mais estudantes ingressaram
no ensino superior em toda a história do país.
Temos caminhado na democratização do
acesso ao ensino superior, seja pela ampliação e construção de novas
Universidades e Institutos Federais, seja pela oferta de bolsas e outros
incentivos no ensino privado. Esta situação impõe o desafio de superar os
velhos problemas do acesso, pondo fim a concepção de Universidade como espaço
privilegiado dos ricos, mas enfrentando as contradições da lógica da educação
como mercadoria.