Há um ano
23.5.12
Fico preocupado...
Admitir que a cidade do Recife nao acompanhou o mesmo ritmo do resto do estado, e' admitir que houveram bons avanços em Pernambuco sob a gestão do PSB e que o PT foi incapaz de fazer o mesmo com a cidade. Tudo bem, essa e' uma opinião de quem concorda com o projeto desenvolvimentista do PSB e esta' de acordo com a linha Eduardista de gestão.
Para aqueles que, assim como eu, discordam do programa desenvolvimentista conservador do PSB, as gestões petistas no Recife sob a administração do ex-prefeito João Paulo realmente nao seguiram essa linha e nao acompanhou esse ritmo.
Seja pelo fato da gestão petista ter iniciado antes da gestão Eduardista, seja pelo fato da clara distancia que separam os programas dos dois partidos ( que só nao enxerga quem nao quer).
Agora me deixa surpreso, todos os dias pela manha ser surpreendido com analises políticas de militantes ditos de esquerda que se escoram nas palavras da mídia conservadora pernambucana para atacar o PT.
Quem tem o mínimo de socialismo na cabeça, nao se deixa servir de instrumento da direita. Tudo bem que esse, talvez, seja um dos preços a se pagar por ser apenas militante virtual, mas até isso tem limite.
Os caminhos percorridos por esta esquerda recifense fora do PT ou sao demasiadamente tortuosos e contraditórios para serem compreendidos, ou sao caminhos que levam a direita na estrada da política, nao sendo possível enxerga-los quando se esta' do outro lado.
Este esforço sobre-humano de querer parecer mais de esquerda do que todo mundo, esta' tendo o efeito contrario. Mas a reincidência diária demonstra que há consciência disso e esse pode ser mesmo o seu objetivo.
Fico preocupado...
Uma saudação fraterna e respeitosa aos amigos do P-SOL nesta quarta-feira nublada.
22.5.12
Poeminha de noite triste
De que serviria que o mundo continuasse girando,
E que as pessoas continuassem amando,
Se este amor, nao pudesse ser vivido?
Talvez seja exatamente por isso que o mundo,
Ele nao para de girar.
Talvez seja exatamente por isso que as pessoas,
Elas nao pararam de amar,
Para que o amor seja vivido, sentido e transcendido!
No dia e no momento em que todas as pessoas se permitam amar.
17.5.12
De volta!
Faz exatamente um ano e dois dias da minha última postagem.
Daquela vez, quem escreveu aqui foi um militante estudantil, que estava sem estudar.
Hoje, escreve um frequentador de salas de aula, que não mais milita naquele movimento.
Sinal sintomático de que o tempo passa, e é implacável.
Sem dúvidas, teria muito o que escrever caso fosse tratar de tudo o que aconteceu desde que parei de postar.
Mas não farei isso.
Pretendo retomar a vida ativa deste querido Blog, mas com outra cara: A minha, atual!
14.5.11
QUANDO A ESTRADA VIRA À DIREITA, SEGUIMOS PELA ESQUERDA
QUANDO A ESTRADA VIRA À DIREITA, SEGUIMOS PELA ESQUERDA
Patrick Campos Araújo*
Os caminhos trilhados pelo movimento estudantil pernambucano são demasiadamente tortuosos. A entidade geral de representação dos estudantes universitários, UEP, é dirigida a seis anos de forma hegemônica pela União da Juventude Socialista, braço militante do PCdoB nos movimentos de juventude. A UJS mantém um arco de alianças com um conjunto de forças políticas atuantes na juventude universitária pernambucana.
Nesta aliança estão presentes diversos grupos do PT, notadamente a Democracia Socialista e a Construindo um Novo Brasil. Além dos petistas, contam com a juventude do PSB, do PTB e PPL. Como a UEP se organiza de forma proporcional, todas as forças compõem a direção, inclusive as que fazem oposição. Até o final do mês de Abril, também participava da direção da UEP, pelo campo de oposição, a União da Juventude Rebelião, juventude do Partido Comunista Revolucionário. Entretanto a UJR se retirou da diretoria, alegando a impossibilidade de diálogo com a UJS na condução dos processos eleitorais em torno do Congresso da UNE.
Para além destas, também está na diretoria da atual gestão, sob a tese RECONQUISTAR A UEP, a Juventude da Articulação de Esquerda (JAE). E é sobre o futuro deste grupo na composição da União dos Estudantes de Pernambuco, que me proponho a escrever.
A JAE, enquanto força que compõe a Juventude do PT, tem um acumulo de disputas que passa pelo movimento estudantil até instâncias internas do próprio Partido. Em Pernambuco, desde a Reconstrução da UEP em 2005, a Coordenação Estadual da JAE passou a tratar o movimento estudantil como uma de suas prioridades e com isso, a disputa da UEP passou a constar em sua pauta.
Este esforço construiu algumas vitórias nos dois primeiros congressos da entidade, como a vice presidência na gestão 2007/2009. Até aquele momento, foi mantida a avaliação de que era fundamental o fortalecimento da UEP, mesmo em desacordo com a linha política adotada pela fração majoritária da diretoria, que naquele momento se alinhava com o recém eleito Governo Eduardo Campos.
Exigia-se uma postura mais contundente do conjunto das forças frente ao novo governo, em defesa da educação pública, democrática e de qualidade. Evidência clara das diferenças existentes, deu-se na luta histórica pela Gratuidade e Autonomia da Universidade de Pernambuco. Enquanto A JAE defendia a unidade das duas bandeiras de luta, a UJS e aliados adotavam perante o governo a postura da acomodação, do adesismo governista e do pragmatismo.
A CONJUNTURA COM O GOVERNO EDUARDO CAMPOS
A eleição de Eduardo (PSB) Governador em 2006 proporcionou uma articulação dos movimentos sociais pernambucanos que se deu de formas muito diversas. Para a JAE, a prioridade era somar forças para impor uma derrota à direita de Jarbas Vasconcelos, o que naquele momento histórico, passava pela eleição de Eduardo, visto que os demais candidatos não ofereciam condições reais de derrotar o atual senador.
A JAE passou então a compor uma aliança denominada de Campo Democrático e Popular, para que dentro dos espaços dos movimentos sociais, especialmente do movimento estudantil, fortalecesse a esquerda e construísse uma alternativa socialista para as próximas disputas. Infelizmente, dentro da UEP, o funcionamento desde campo nunca ocorreu efetivamente, em uma rápida avaliação, por duas razões. Primeiro porque a UJS vinculou a pauta e a agenda da entidade ao Governo, deixando de priorizar o debate para esperar as demandas propostas pelo Palácio do Campos das Princesas. Segundo, porque não existiu uma estratégia que orientasse a ação conjunta das forças políticas, de forma que cada uma adotou sua própria tática de organização e condução da política interna. Uma aparente desorganização, mas que favoreceu a hegemonia da UJS e a imposição de sua política.
Esse movimento apenas se intensificou após a reeleição de Eduardo, justamente no momento em que o cenário criado por ele, que postula uma possível candidatura a presidência em 2014, é de alianças com os setores mais conservadores do país, haja vista o apoio dado a criação do PSD pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, onde se realinham setores expressivos da direita.
O Governo Eduardo demonstra suas limitações e nós precisamos apontar alternativas de superação destas. É preciso defender o fortalecimento da esquerda socialista nos espaços de atuação da juventude universitária pernambucana, com sua maior expressão na UEP, e para tanto devemos fazer uma reavaliação da tática a ser adotada.
PENSANDO UM CAMINHO A SEGUIR
Se a estrada está virando a direita, precisamos seguir pela esquerda. O alinhamento da direção majoritária da UEP com uma pauta política que não vem da base real das universidades, mas sim da agenda de um governo que caminha ainda mais para a direita, seguida de sua indisposição de diálogo com alguns setores da oposição, cria um clima de grande instabilidade na rede do movimento estudantil. Com a aproximação do Congresso da UEP, as forças políticas precisam tomar posições que demonstrem claramente o que pretendem para a próxima gestão.
É evidente a opção que determinadas forças devem adotar, compondo a aliança construída pela UJS para manter ao menos uma existência institucional dentro da entidade. A JAE não pode compartilhar desse mesmo pensamento, primeiro porque a existência das forças comprovasse na disputa e construção da base, não no simples acordo. Segundo, porque mesmo que haja alguma convergência, não pode ser válida uma aliança tática que contrarie e comprometa a o exito da estratégia. Cada força precisa admitir e reconhecer seu tamanho real, e assumir as consequências deste reconhecimento.
A Juventude da Articulação de Esquerda vêm discutindo diariamente com o conjunto dos estudantes que se organizam ou tem referência em sua organização, sobre o papel ela cumpre dentro da UEP e do ME pernambucano. É preciso reconhecer que foi fundamental para o amadurecimento e fortalecimento enquanto força política, sua participação nas gestões da UEP desde a reconstrução. Principalmente porque se conseguiu contribuir, dentro das possibilidades dadas, com este seguimento do movimento social no Estado de Pernambuco.
Agora é chegada a hora de tentar avançar ainda mais. Precisa-se construir e apresentar uma alternativa verdadeira, com capacidade real de disputa e de vitória para a esquerda socialista universitária pernambucana. Nesse sentindo, discutir em curto prazo e mudar a médio e longo prazo a linha política da União dos Estudantes de Pernambuco é a tarefa que deve ser adotada. Todavia, se isso for feito com a atual composição da entidade, será um esforço em vão, pois o pragmatismo da atual maioria inviabiliza qualquer possibilidade de sucesso.
Com essa perspectiva, deve ser apoiada a realização de um Encontro Estadual de Entidades de Base de Pernambuco, visto que um fórum desde porte, livre de tensões e pretensões eleitorais, pode contribuir para aprofundar debates, construir convergências e avançar ainda mais no sentido de consolidar uma diretriz política articulada com a luta geral e real do ME em nosso Estado.
Neste momento de intensa disputa envolvendo todas as forças políticas em torno do Congresso da UNE e da UEP, a JAE deve fazer a disputa política apenas onde lhe parecer possível. A consolidação de uma esquerda socialista no movimento estudantil pernambucano, orientada pelo marxismo leninismo, deve ser o horizonte. Até lá, deve-se observar até onde a estrada chegará.
* Patrick Campos Araújo é estudante de Direito e militante da Juventude da Articulação de Esquerda de Pernambuco.
Patrick Campos Araújo*
Os caminhos trilhados pelo movimento estudantil pernambucano são demasiadamente tortuosos. A entidade geral de representação dos estudantes universitários, UEP, é dirigida a seis anos de forma hegemônica pela União da Juventude Socialista, braço militante do PCdoB nos movimentos de juventude. A UJS mantém um arco de alianças com um conjunto de forças políticas atuantes na juventude universitária pernambucana.
Nesta aliança estão presentes diversos grupos do PT, notadamente a Democracia Socialista e a Construindo um Novo Brasil. Além dos petistas, contam com a juventude do PSB, do PTB e PPL. Como a UEP se organiza de forma proporcional, todas as forças compõem a direção, inclusive as que fazem oposição. Até o final do mês de Abril, também participava da direção da UEP, pelo campo de oposição, a União da Juventude Rebelião, juventude do Partido Comunista Revolucionário. Entretanto a UJR se retirou da diretoria, alegando a impossibilidade de diálogo com a UJS na condução dos processos eleitorais em torno do Congresso da UNE.
Para além destas, também está na diretoria da atual gestão, sob a tese RECONQUISTAR A UEP, a Juventude da Articulação de Esquerda (JAE). E é sobre o futuro deste grupo na composição da União dos Estudantes de Pernambuco, que me proponho a escrever.
A JAE, enquanto força que compõe a Juventude do PT, tem um acumulo de disputas que passa pelo movimento estudantil até instâncias internas do próprio Partido. Em Pernambuco, desde a Reconstrução da UEP em 2005, a Coordenação Estadual da JAE passou a tratar o movimento estudantil como uma de suas prioridades e com isso, a disputa da UEP passou a constar em sua pauta.
Este esforço construiu algumas vitórias nos dois primeiros congressos da entidade, como a vice presidência na gestão 2007/2009. Até aquele momento, foi mantida a avaliação de que era fundamental o fortalecimento da UEP, mesmo em desacordo com a linha política adotada pela fração majoritária da diretoria, que naquele momento se alinhava com o recém eleito Governo Eduardo Campos.
Exigia-se uma postura mais contundente do conjunto das forças frente ao novo governo, em defesa da educação pública, democrática e de qualidade. Evidência clara das diferenças existentes, deu-se na luta histórica pela Gratuidade e Autonomia da Universidade de Pernambuco. Enquanto A JAE defendia a unidade das duas bandeiras de luta, a UJS e aliados adotavam perante o governo a postura da acomodação, do adesismo governista e do pragmatismo.
A CONJUNTURA COM O GOVERNO EDUARDO CAMPOS
A eleição de Eduardo (PSB) Governador em 2006 proporcionou uma articulação dos movimentos sociais pernambucanos que se deu de formas muito diversas. Para a JAE, a prioridade era somar forças para impor uma derrota à direita de Jarbas Vasconcelos, o que naquele momento histórico, passava pela eleição de Eduardo, visto que os demais candidatos não ofereciam condições reais de derrotar o atual senador.
A JAE passou então a compor uma aliança denominada de Campo Democrático e Popular, para que dentro dos espaços dos movimentos sociais, especialmente do movimento estudantil, fortalecesse a esquerda e construísse uma alternativa socialista para as próximas disputas. Infelizmente, dentro da UEP, o funcionamento desde campo nunca ocorreu efetivamente, em uma rápida avaliação, por duas razões. Primeiro porque a UJS vinculou a pauta e a agenda da entidade ao Governo, deixando de priorizar o debate para esperar as demandas propostas pelo Palácio do Campos das Princesas. Segundo, porque não existiu uma estratégia que orientasse a ação conjunta das forças políticas, de forma que cada uma adotou sua própria tática de organização e condução da política interna. Uma aparente desorganização, mas que favoreceu a hegemonia da UJS e a imposição de sua política.
Esse movimento apenas se intensificou após a reeleição de Eduardo, justamente no momento em que o cenário criado por ele, que postula uma possível candidatura a presidência em 2014, é de alianças com os setores mais conservadores do país, haja vista o apoio dado a criação do PSD pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, onde se realinham setores expressivos da direita.
O Governo Eduardo demonstra suas limitações e nós precisamos apontar alternativas de superação destas. É preciso defender o fortalecimento da esquerda socialista nos espaços de atuação da juventude universitária pernambucana, com sua maior expressão na UEP, e para tanto devemos fazer uma reavaliação da tática a ser adotada.
PENSANDO UM CAMINHO A SEGUIR
Se a estrada está virando a direita, precisamos seguir pela esquerda. O alinhamento da direção majoritária da UEP com uma pauta política que não vem da base real das universidades, mas sim da agenda de um governo que caminha ainda mais para a direita, seguida de sua indisposição de diálogo com alguns setores da oposição, cria um clima de grande instabilidade na rede do movimento estudantil. Com a aproximação do Congresso da UEP, as forças políticas precisam tomar posições que demonstrem claramente o que pretendem para a próxima gestão.
É evidente a opção que determinadas forças devem adotar, compondo a aliança construída pela UJS para manter ao menos uma existência institucional dentro da entidade. A JAE não pode compartilhar desse mesmo pensamento, primeiro porque a existência das forças comprovasse na disputa e construção da base, não no simples acordo. Segundo, porque mesmo que haja alguma convergência, não pode ser válida uma aliança tática que contrarie e comprometa a o exito da estratégia. Cada força precisa admitir e reconhecer seu tamanho real, e assumir as consequências deste reconhecimento.
A Juventude da Articulação de Esquerda vêm discutindo diariamente com o conjunto dos estudantes que se organizam ou tem referência em sua organização, sobre o papel ela cumpre dentro da UEP e do ME pernambucano. É preciso reconhecer que foi fundamental para o amadurecimento e fortalecimento enquanto força política, sua participação nas gestões da UEP desde a reconstrução. Principalmente porque se conseguiu contribuir, dentro das possibilidades dadas, com este seguimento do movimento social no Estado de Pernambuco.
Agora é chegada a hora de tentar avançar ainda mais. Precisa-se construir e apresentar uma alternativa verdadeira, com capacidade real de disputa e de vitória para a esquerda socialista universitária pernambucana. Nesse sentindo, discutir em curto prazo e mudar a médio e longo prazo a linha política da União dos Estudantes de Pernambuco é a tarefa que deve ser adotada. Todavia, se isso for feito com a atual composição da entidade, será um esforço em vão, pois o pragmatismo da atual maioria inviabiliza qualquer possibilidade de sucesso.
Com essa perspectiva, deve ser apoiada a realização de um Encontro Estadual de Entidades de Base de Pernambuco, visto que um fórum desde porte, livre de tensões e pretensões eleitorais, pode contribuir para aprofundar debates, construir convergências e avançar ainda mais no sentido de consolidar uma diretriz política articulada com a luta geral e real do ME em nosso Estado.
Neste momento de intensa disputa envolvendo todas as forças políticas em torno do Congresso da UNE e da UEP, a JAE deve fazer a disputa política apenas onde lhe parecer possível. A consolidação de uma esquerda socialista no movimento estudantil pernambucano, orientada pelo marxismo leninismo, deve ser o horizonte. Até lá, deve-se observar até onde a estrada chegará.
* Patrick Campos Araújo é estudante de Direito e militante da Juventude da Articulação de Esquerda de Pernambuco.
24.4.11
SAUDADE.
SAUDADE.
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
31.3.11
Sobre a UEP e o Movimento Estudantil
A União dos Estudantes de Pernambuco - UEP, é a entidade que representa todos os estudantes universitários do Estado de Pernambuco. Existe há 65 anos, e tem o nome de Cândido Pinto.
Dito dessa forma, deve ficar a pergunta, mas para que serve a UEP? E o que ela faz?
Historicamente a UEP foi a grande responsável pelas conquistas que o Movimento Estudantil alcançou em Pernambuco. Ela serve para construir e representar as entidades de base de cada curso, de cada faculdade, e de cada universidade pernambucana. Fazendo com que os estudantes se organizem em CAs, DAs e DCEs e dessa forma façam a luta política no dia-a-dia da sua vida acadêmica.
Sabemos que ser estudante não é tarefa fácil. Além de muitos de nós terem que estudar na maioria das vezes em insituições que não oferecem um ensino de qualidade, que não têm estrutura física, e nem um quadro de professores qualificados, ainda precisamos trabalhar, enfrentar problemas familiares, cobranças, relacionamentos, e claro, nos divertir!
É na luta diaria pela melhoria da nossa vida enquanto estudantes que o Movimento Estudantil cumpre seu papel. Nos aproximando de outros estudantes, nos dando força enquanto coletivo, fazendo com que tenhamos a capacidade de melhorar cada vez mais nossos cursos, faculdades e universidades, que são o principal espaço de convivência e formação nessa fase de nossas vidas. É por essa razão que entidades como a UEP são tão importantes. São elas que nos colocam nas ruas, nas passeatas, no frente a frente com prefeitos, governadores, reitores, ampliando nossas vozes e nos fazendo ser ouvidos.
Em breve viveremos mais um momento decisivo na história da UEP. Como acontece a cada dois anos, a entidade realizará o seu Congresso, que é um espaço de reunião de todos os estudantes universitários de Pernambuco para discutir e decidir os rumos da entidade nos próximos dois anos. É nesse sentido que o debate em torno do que queremos para a UEP e para o Movimento Estudantil pernambucano ganha proporção.
Vivemos um momento onde o ensino superior se expandiu para além da capacidade de regulação direta e real do Estado. Temos em 2011 além de Universidades Federais e Estaduais, as Autarquias Municipais, as Particulares e Faculdades de Ensino a Distância. As vagas no ensino superior aumentaram, e com elas aumentaram também os problemas enfrentados pelos estudantes.
Em Pernambuco existem 3 Universidades Federais, UFPE, UFRPE e UNIVASF, além dos IEFS (antigos CEFETS), que passam por problemas estruturais históricos. Nos casos da UFPE e da UFRPE a implantação do REUNI (Programa de Reforma e Reestruturação das Federais) ainda é um problema a ser solucinado, em especial no que tange a assistência estudantil e os programas de bolsas de pesquisa. Na UNIVASF os estudantes lutam a desde sua criação pela implantação do Restaurante Universitário com preço acessível, pelo aumento da quantidade de bolsas permanencia e a conclusão das obras de vários prédios, como no Campus de Juazeiro.
O caso da UPE é emblemático! Depois de mais de 15 anos pagando mesalidades em uma Universidade Pública, com muita luta dos estudantes, deixamos de ter a única Universidade Pública que era paga em todo o Brasil. Mas infelizmente a Universidade ainda sobre com a falta de autonomia financeira, tendo seus recursos geridos por uma fundação privada. Além dos problemas enfrentados pelos campus do interior, onde a falta de professores, de laboratórios, de bibliotecas e em alguns casos até mesmo de prédios, fazem com que o Movimento Estudantil tenha uma importância diferencial.
As Autarquias Municipais representam um dos grandes problemas das médias cidades. Primeiro porque todas cobram mensalidades, altas taxas que tem superado até mesmo as das Faculdades Particulares. É o caso da FACAPE em Petrolina, da AESA em Arco Verde e da AEDS em Salgueiro. Funcionam como instituições privadas, na lógica mercadológica, se afastando muito do modelo de universidade pública que desejamos.
Lidamos também com as instituições de Ensino a Distância, que a cada dia ganha mais espaço na realidade do nosso ensino superior. Os problemas das EADs estão diretamente ligados a base do conceito de Universidade, que é o Ensino, a Pesquisa e a Extensão. Quase nenhuma destas instituições consegue dar conta se quer do ensino, oferencendo cursos de baixa qualidade e formação deficiente. Uma realidade que os estudantes das EADs sabem bem que precisa mudar.
Com essa rápida análise do cenário que nos está colocado, fica evidente a necessidade do Movimento Estudantil tomar muitas providências. O Congresso da UEP sera apenas o começo de um processo que nós precisamos liderar. Um processo de transformação, baseado na luta, na disputa política, na organização dos coletivos de base e na disciplina militante.
Se desejamos viver essa fase de nossas vidas em sua plenitude, em busca da formação educacional e política que julgamos ideais, precisamos nos organizar, precisamos lutar.
Vamos para a luta!
Dito dessa forma, deve ficar a pergunta, mas para que serve a UEP? E o que ela faz?
Historicamente a UEP foi a grande responsável pelas conquistas que o Movimento Estudantil alcançou em Pernambuco. Ela serve para construir e representar as entidades de base de cada curso, de cada faculdade, e de cada universidade pernambucana. Fazendo com que os estudantes se organizem em CAs, DAs e DCEs e dessa forma façam a luta política no dia-a-dia da sua vida acadêmica.
Sabemos que ser estudante não é tarefa fácil. Além de muitos de nós terem que estudar na maioria das vezes em insituições que não oferecem um ensino de qualidade, que não têm estrutura física, e nem um quadro de professores qualificados, ainda precisamos trabalhar, enfrentar problemas familiares, cobranças, relacionamentos, e claro, nos divertir!
É na luta diaria pela melhoria da nossa vida enquanto estudantes que o Movimento Estudantil cumpre seu papel. Nos aproximando de outros estudantes, nos dando força enquanto coletivo, fazendo com que tenhamos a capacidade de melhorar cada vez mais nossos cursos, faculdades e universidades, que são o principal espaço de convivência e formação nessa fase de nossas vidas. É por essa razão que entidades como a UEP são tão importantes. São elas que nos colocam nas ruas, nas passeatas, no frente a frente com prefeitos, governadores, reitores, ampliando nossas vozes e nos fazendo ser ouvidos.
Em breve viveremos mais um momento decisivo na história da UEP. Como acontece a cada dois anos, a entidade realizará o seu Congresso, que é um espaço de reunião de todos os estudantes universitários de Pernambuco para discutir e decidir os rumos da entidade nos próximos dois anos. É nesse sentido que o debate em torno do que queremos para a UEP e para o Movimento Estudantil pernambucano ganha proporção.
Vivemos um momento onde o ensino superior se expandiu para além da capacidade de regulação direta e real do Estado. Temos em 2011 além de Universidades Federais e Estaduais, as Autarquias Municipais, as Particulares e Faculdades de Ensino a Distância. As vagas no ensino superior aumentaram, e com elas aumentaram também os problemas enfrentados pelos estudantes.
Em Pernambuco existem 3 Universidades Federais, UFPE, UFRPE e UNIVASF, além dos IEFS (antigos CEFETS), que passam por problemas estruturais históricos. Nos casos da UFPE e da UFRPE a implantação do REUNI (Programa de Reforma e Reestruturação das Federais) ainda é um problema a ser solucinado, em especial no que tange a assistência estudantil e os programas de bolsas de pesquisa. Na UNIVASF os estudantes lutam a desde sua criação pela implantação do Restaurante Universitário com preço acessível, pelo aumento da quantidade de bolsas permanencia e a conclusão das obras de vários prédios, como no Campus de Juazeiro.
O caso da UPE é emblemático! Depois de mais de 15 anos pagando mesalidades em uma Universidade Pública, com muita luta dos estudantes, deixamos de ter a única Universidade Pública que era paga em todo o Brasil. Mas infelizmente a Universidade ainda sobre com a falta de autonomia financeira, tendo seus recursos geridos por uma fundação privada. Além dos problemas enfrentados pelos campus do interior, onde a falta de professores, de laboratórios, de bibliotecas e em alguns casos até mesmo de prédios, fazem com que o Movimento Estudantil tenha uma importância diferencial.
As Autarquias Municipais representam um dos grandes problemas das médias cidades. Primeiro porque todas cobram mensalidades, altas taxas que tem superado até mesmo as das Faculdades Particulares. É o caso da FACAPE em Petrolina, da AESA em Arco Verde e da AEDS em Salgueiro. Funcionam como instituições privadas, na lógica mercadológica, se afastando muito do modelo de universidade pública que desejamos.
Lidamos também com as instituições de Ensino a Distância, que a cada dia ganha mais espaço na realidade do nosso ensino superior. Os problemas das EADs estão diretamente ligados a base do conceito de Universidade, que é o Ensino, a Pesquisa e a Extensão. Quase nenhuma destas instituições consegue dar conta se quer do ensino, oferencendo cursos de baixa qualidade e formação deficiente. Uma realidade que os estudantes das EADs sabem bem que precisa mudar.
Com essa rápida análise do cenário que nos está colocado, fica evidente a necessidade do Movimento Estudantil tomar muitas providências. O Congresso da UEP sera apenas o começo de um processo que nós precisamos liderar. Um processo de transformação, baseado na luta, na disputa política, na organização dos coletivos de base e na disciplina militante.
Se desejamos viver essa fase de nossas vidas em sua plenitude, em busca da formação educacional e política que julgamos ideais, precisamos nos organizar, precisamos lutar.
Vamos para a luta!
26.3.11
À Um amigo...
As vezes uma vontade icontrolável de sair deste mundo maluco toma conta da gente.
Esse turbilhão de pessoas, sentimentos, acontecimentos... é tanta coisa, e nenhuma razão para elas serem o que são.
A quatro anos companheiro, você se livrou disso daqui...
A quatro anos companheiro, eu fiquei mais só nisso aqui...
Você faz falta.
Saiba!
Esse turbilhão de pessoas, sentimentos, acontecimentos... é tanta coisa, e nenhuma razão para elas serem o que são.
A quatro anos companheiro, você se livrou disso daqui...
A quatro anos companheiro, eu fiquei mais só nisso aqui...
Você faz falta.
Saiba!
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