26.12.12

Do cuidado...

Há uma enorme responsabilidade em entrar na vida de outra pessoa.
Por isso, é preciso cuidado.
Não o faça se não estiver disposto a assumir as consequências de seus atos e omissões.
Mas faça sempre, sempre que o coração assim lhe permitir.
Mas por isso, é preciso cuidado.
Não se é "eternamente responsável por aquilo que cativas".
Esta responsabilidade cabe ao cativado.
Principalmente por isso, é preciso cuidado.

13.12.12

Da cautela...

Nos entreguemos aos sentimentos.
E na entrega, saibamos senti-los. 
Com a cautela dos sonhadores,
que aos poucos,
aprendem os seus sentidos.

8.12.12

Ela...

Ela...
Aquela do sorriso.
Ganhou-me apenas assim.
Sorrindo.
E agora, numa noite onde apenas dela lembro,
A vejo,
Sorrindo.

4.12.12

Meia-entrada no debate do Estatuto da Juventude

Em texto publicado no sítio eletrônico da União Nacional dos Estudantes em Novembro deste ano, diretores da UNE e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas defenderam “a meia-entrada para os estudantes, vinculada às carteirinhas da UNE e UBES” bem como “para o jovem de baixa renda que não estuda”.

O debate orbita a discussão central do Estatuto da Juventude, em vias de aprovação no Senado Federal, questão da mais alta relevância para o conjunto das juventudes no Brasil, pois trata da consolidação e ampliação dos direitos dos jovens.

Exatamente por isso, as afirmações do texto publicado no site da UNE suscitam uma discussão mais aprofundada. É de causar estranheza que sejam exatamente aqueles que historicamente lutaram para que o direito a meia-entrada se tornasse uma realidade, agora sejam os que trabalham por sua mitigação.

A luta pelo direito a meia-entrada marcou a história recente do movimento estudantil brasileiro. Foi por meio de suas principais entidades e da participação de cada uma e cada um das/os estudantes que saímos vitoriosas/os.

Mas cabe aqui fazer um parêntese.

23.11.12

Pergunte...

O governo Eduardo Campos é inimigo dos trabalhadores.
A seis anos, derrotamos a velha e caduca elite, para levar ao poder, a nova.
Travestida em belos discursos e chamativos olhos verdes, a maioria de nós foi induzida ao erro de eleger um traidor de classe Governador do Estado.
Como os velhos coronéis da Republica do Café com Leite, o atual ocupante do Palácio do Campo das Pricesas usa mãos de ferro, com o nome de plano de metas, para fazer valer a sua vontade. Esta, por sua vez, cada dia mais distante do povo pernambucano.
É preciso denunciar o caráter conservador e de direita deste governo, capitaneado por uma organização que a cada dia é menos Partido e nada socialista.
Pergunte...
Pergunte ao servidor publico estadual mais próximo, o que ele acha da valorização de seu trabalho e de sua remuneração.
Pergunte ao artista mais próximo o que ele acha dos editais do governo. Melhor ainda, pergunte, a quem deles tenha prestado serviço ao governo, quanto tempo levou para receber, se é que recebeu.
Pergunte aos estudantes, professores e servidores, menos ao reitor e vice, da Universidade de Pernambuco, qual a situação da UPE.
Pergunte aos moradores da periferia do Recife onde está o Pacto Pela Vida e a Patrulha dos Bairros.
Pergunte aos moradores do sertão pernambucano, cade a água.
Pergunte aos estudantes do Recife o que acontece quando se reclama do aumento da passagem.
Pergunte aos pacientes das UPAs o que eles acham delas. Depois pergunte o que eles fazem quando precisam de uma consulta, um remédio, ou um simples acompanhamento.
Pergunte ao mais entendido representante do governo, qual a maior política publica de juventude em execução. Depois, pergunte a opinião da Secretária.
Por fim, pergunte o que os usineiros acham do governo. Ao BID e ao Banco Mundial. Pergunte o mesmo a João Carlos Paes Mendonça, aos donos da Moura Dubeux, da OAS, da Queiroz Galvao... Aproveita e pergunta também ao Jarbas Vasconcelos.
Pergunte...
Depois, tire suas próprias conclusões.

19.11.12

Da intimidade

Os beijos eram curtos, mas acertados.
E quando demorados, firmes e delicados.
Pelo que pareceu muito, ficamos ali.
Ao cruzamento dos olhares, que quando assim, se penetravam.
Um carinho simples, verdadeiro e querido.
Bastaram aquelas poucas horas para descobrir que não é preciso tempo, para intimidade.
Basta, a vontade.

10.11.12

Suficiente

Foi rápido, mas suficiente.
Algo, na simplicidade, a tornava diferente.
Sem falar no sorriso embriagante. Que sorriso. Inesquecível.
Inesquecível como o luar das noites sem estrela.
Inesquecível como apenas o inesquecível pode ser.

Foi rápido, mas suficiente.